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domingo, 13 de julho de 2014

24 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)




    Hoje, dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 24 anos, e tem como objetivo único garantir que todas as crianças brasileiras desfrutem de uma infância plena e feliz.

   A Constituição Federal Brasileira de 1988, é o mais importante conjunto de normas do país, que determina atribuições e limites das instituições, deveres do Estado e direitos dos cidadãos. Para ser efetivada, os preceitos da Constituição devem ser transformados em leis. No caso da infância, a lei mais importante é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Seguindo os princípios da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, de 1989, o Brasil foi um dos primeiros países a construir um marco legal na proteção da infância e tem como base a doutrina de proteção integral, reforçando a ideia de absoluta prioridade da Constituição Federal Brasileira: O ECA, que instituído pela Lei 8.069 de 13 de julho de 1990, reconhece e regulamenta os direitos da criança e do adolescente: o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

  No ECA estão determinadas questões, como os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes; as sanções, quando há o cometimento de ato infracional; quais órgãos devem prestar assistência; e a tipificação de crimes contra criança.

   Embora o ECA e todas as outras leis criadas que visam a proteção da infância sejam um grande avanço, ainda há muito a avançar nas questões politicas públicas para defender as crianças. Estas devem ser mais efetivas, não só na questão das violências, como nas diversas situações onde direitos de crianças e adolescentes são feridos cotidianamente. É preciso criar espaços para discutirmos problemas relacionados, por exemplo à violência contra a criança e adolescentes, tanto no ambiente familiar quanto na rua, ainda tão presentes em nossa sociedade. Há muito trabalho pela frente se quisermos transformar a teoria em prática!


► Para conhecer mais sobre:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Projeto de Lei 267/11

    Quer queiramos ou não, a falta de respeito, a desvalorização e até mesmo a violência contra os profissionais de educação tem sido algo perceptível na sociedade como um todo, e não seria diferente em sala de aula. É muito fácil escutar relatos de profissionais de educação sobre situações do gênero. 


   Resolver essa "situação" não é tão simples, ao meu ver seria o caso de uma reeducação social, a começar pelo estado valorizando os profissionais de educação. Seria um caso para uma reformulação educacional, uma mobilização de todos os setores da sociedade, o que demoraria algum tempo para se concretizar ainda que se iniciasse imediatamente e com seriedade.

    Fui surpreendida hoje pela notícia de um projeto de lei que prevê punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. Há quem concorde e quem não concorde, mas sinceramente, apesar de acreditar que isso não seria a solução, acredito que este é um passo importante e que demonstra que de certa forma há quem comece a se preocupar em pensar o nosso sistema educacional em busca de um olhar que  se  adeque à realidade do cotidiano escolar brasileiro, ou seja, mais atualizado por assim dizer.

*No site VOTENAWEB você pode votar e acompanhar o projeto, além de acessá-lo na íntegra.

Espero que esse projeto seja analisado e discutido de forma séria e relevante, sem politicagens e que sejam tomadas as melhores decisões a respeito para que não haja prejuízos e sim avanços para o sistema educacional e a nossa sociedade como um todo.


Projeto de Lei 267/11


   A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.


   Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.


   A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.


   De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.


   O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.