No dia 4 de outubro a equipe do Jornal Futura fez uma visita à minha turminha, afim de conhecer o que tenho feito misturando o audiovisual com a Educação Infantil em minhas práticas em sala de aula.
Tudo começou quando o Canal Futura estava fazendo uma reportagem sobre a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, que sabendo que tenho usado o audiovisual em sala como proposta para ampliar o trabalho pedagógico, entrou em contato comigo perguntando se eu queria dar uma entrevista para o Jornal Futura, como ex-aluna deles. Claro! Topei na hora! Falei com a Direção e entramos em contato com a SME/RJ, que liberou a ida da equipe pra assistir uma aula minha usando o audiovisual.
Com as devidas autorizações de imagem dos pequenos em mãos, chegou o dia. Todos ansiosos, eu e toda a equipe do EDI Renan de Souza Leal, que recebeu muito bem a novidade e torceram pra que tudo funcionasse bem, me acalmando principalmente!
Muita apreensão até a chegada da equipe que demorou um pouco pra achar nosso EDI. Mas enfim eles chegaram! E a criançada ficou super a vontade, o que me surpreendeu, pois achava que eles iam ficar muito agitados com a presença de uma câmera em sala. O que me deixou toda orgulhosa e feliz, pois vi que a conversa que tivemos antes, sobre o que iria acontecer, sobre a presença da equipe do Canal Futura querer conhecer a gente e como são nossas aulas, funcionou muito bem. A verdade é que eles adoraram e participaram bastante da aula, o que foi muito positivo.
Como já mencionei aqui no blog, gosto muito de trabalhar com com o audiovisual para além do mero entretenimento. E especificamente em relação aos curtas animados, acredito que além da linguagem da animação ser por si só um super atrativo e facilitador para a aprendizagem prazerosa, estes sejam excelentes ferramentas de trabalho em turmas de Educação Infantil, uma vez que é difícil prender a atenção de crianças nessa faixa etária por mais de trinta minutos sem interrupção.
Para essa aula escolhi como tema a ser trabalhado o trânsito, uma vez que já estava começando um trabalho com eles sobre meios de transporte, achei que funcionaria bem já fazer uma ponte com o tema. Lembrei logo de uma animação que tinha guardado que problematiza muito bem o trânsito nosso de cada dia, e mesmo sem nunca ter passado esse curta para a turma (e eu nem imaginar se realmente ia funcionar com eles), resolvi ouvir minha intuição e arriscar.
Pois bem, o curta de animação escolhido para nortear a aula foi "A ilha", de Alê Camargo (2008), que é um curta muito bem humorado que retrata as dificuldades que podemos passar em uma sociedade com o trânsito cada vez mais caótico.
Assistimos o curta e não poderia ter sido melhor. As crianças se identificaram na hora. Se assustaram, se emocionaram, torceram para que Edu (personagem) conseguisse atravessar a rua, dançaram junto, riram em suas tentativas falhas e vibraram quando enfim Edu atravessou a rua. A interação foi muito grande!
Assistam "A Ilha", de Alê Camargo (2008):
Após assistirem o curta, a gente conversou. Aproveitei bem as partes em que as crianças mais se identificaram e algumas cenas do curta para problematizar situações do cotidiano, tais como: "Por que ele não conseguia atravessar a rua?", "Quando podemos atravessar a rua?"; "Ele conseguiu atravessar a rua?"; "Demorou muito ou foi rápido?"; "Como ele conseguiu atravessar?"; "Alguém o ajudou?"; "Quem sabe o que é semáforo?"; "Que cor apareceu no semáforo para ele atravessar a rua?"; "Que cor do semáforo indica que os carros podem passar?"; "Os carros não pararam em cima daquelas faixas brancas na rua, alguém notou?"; "Para que serve a faixa de pedestres?"; entre outras, dependendo do que era dito pelas crianças.
Depois que todo mundo já sabia bem pra que que servia o semáforo, partimos para construir um nosso. Aproveitando também para trabalhar cores e formas geométricas. Dividi a turma em grupos e assim o confeccionamos com cartolina, tinta guache e restos de EVA:
01 Retângulo de cartolina: pintura com tinta guache preta
03 círculos: colagem com EVA picado (vermelho, amarelo e verde - uma para cada círculo)
Enquanto confeccionávamos nosso semáforo, com a ajuda indispensável das minhas AAC's Andreia e Telma, partimos para as entrevistas. Primeiro fui eu e depois as crianças, quase todas falaram um pouquinho, mas a maioria ficaram muito tímida frente ao microfone, demorou mas alguns resolveram falar sobre o que aprenderam na aula.
Após as entrevistas o pessoal do Canal Futura se despediu da criançada. Eles foram super gentis e simpáticos e também adoraram as crianças. Foi uma manhã super divertida e produtiva, aposto que ninguém mais vai esquecer esse dia tão diferente...
Na parte da tarde partimos para montar nosso semáforo. Escolhemos um lugar e lá fomos nós enfeitar nossa parede com mais um trabalhinho. Todo mundo já sabia o que era semáforo e pra que serviam suas cores; todo mundo já sabia o que era círculo e o que era retângulo. Então fomos assistir mais uma vez o curta (na verdade algumas vezes! Todo mundo pedia bis!) e se divertir com a história do Edu.
Agora estamos ansiosos para ver a entrevista no Jornal Futura.
Uma das minhas melhores e divertidas ferramentas para pesquisar para planejar minhas aulas é o YouTube, onde raramente não encontro material que tenha haver com os conteúdos que pretendo trabalhar. Assisto o material e vou conectando este com os possíveis conteúdos que posso aplicar em sala, baixo o que me interessa e espero a oportunidade para trabalhar com as crianças.
Geralmente procuro curtas animados, pois acredito que além da linguagem da animação ser por si só um super atrativo e facilitador para a aprendizagem prazerosa, estes sejam excelentes ferramentas de trabalho em turmas de Educação Infantil, uma vez que é difícil prender a atenção de crianças nessa faixa etária por mais de trinta minutos sem interrupção.
Dessa vez o curta animado escolhido foi "Pacifier", de
Konstantin Bronzit (Rússia - 1993), com 1min e 03 seg, a animação fez um verdadeiro sucesso na minha turminha. Rola bis toda hora! Vejam o que acham dele:
Antes de assistirmos o curta, quis aguçar o raciocínio deles usando bexigas coloridas. Enchendo-as e esvaziando-as, observamos juntos o que acontecia no processo, o que acredito ter facilitado em parte o entendimento das crianças quando assistiram o curta.
Com essa aula, além de trabalhar o conteúdo central CHEIO/VAZIO proposto pela aula, pude trabalhar também em cima de questionamentos e observações que surgiram e deram margem a temas diversos, entre eles: Cores (Quais as cores das chupetas?); Gênero (masculino - quando notaram que "Ele tá pelado!");
Posição - em cima/embaixo (Onde o bebê joga areia?); Verdadeiro/falso e resolução de problemas (O que aconteceu quando um bebê tirou a chupeta do outro? Qual bebê era verdadeiro? Por que?).
Também foi possível trabalhar tamanho; Dentro/fora (ar tirado do ambiente - fora, colocado para dentro - pulmão, e colocado na bexiga - dentro); Leve/pesado (ao brincar com as bexigas e sentir seu peso); Aplicação de força e jeito (ao colocar o ar para dentro) na hora de encher as bexigas.
Enfim, filosofamos bastante e depois nos divertimos ainda mais enchendo bexigas para brincar!
Em junho deste ano pude, com o apoio da Direção do EDI em que trabalho e com a ajuda de minhas auxiliares - Telma e Fátima - pude elaborar e executar um projeto que construí junto a minha turminha com muito empenho e que nos rendeu uma riquíssima experiência: O Projeto Vovô Patativa nos proporcionou uma viajem ao mundo de Patativa do Assaré e consequentemente um mergulho em parte do universo da Cultura Nordestina.
Muitos me olhavam espantados quando dizia que estava trabalhando Patativa - "Quem é esse?!" - perguntavam com olhos arregalados... E minhas crianças hoje o reconhecem em qualquer lugar. A mãe de uma aluna minha (Fátima, mãe de Anny) me contou, com orgulho da filha, que andando nas ruas com a menina, de repente esta diz desesperada: "Olha o Vovô Patativa! O Vovô Patativa! É o Vovô Patativa mãe!!!". Tratava-se de um senhor bem parecido com Patativa do Assaré, de chapéu e óculos escuros... Por essas e outras, que batizei o projeto de "Vovô Patativa". E é por isso que estou compartilhando aqui o relato de nossa aventura. Espero que gostem e que a partir de então muitos diálogos possam surgir e ideias possam ser realizadas!
"A reação do nosso filho ao trabalho realizado com a obra de Patativa do Assaré foi bastante interessante, pois Pedro chegou em casa falando sobre o assunto, nos pediu para buscar vídeos na Internet sobre o “Vovô” Patativa e acompanhou algumas músicas dos vídeos que conseguimos achar.
Nós, enquanto pais achamos muito bom o interesse do Pedro e o reflexo sobre o assunto foi bem rápido. Esperamos novo trabalho despertando nosso pequeno para a nossa cultura tão rica e diversificada e infelizmente pouco valorizada por nós brasileiros." Silvia, mãe de Pedro
A minha ideia surgiu quando eu soube do concurso "Procura-se um Professor-Autor!", onde a proposta era escrever relatos de experiências com a exibição dos filmes do DVD Coleção Curta Na Escola – Literatura Brasileira em salas de aula. E se existe uma coisa que eu adoro, é trabalhar com curtas em sala de aula, e minha diretora, Renata Albudane, que sabe bem disso, sugeriu que eu participasse. Daí, pesquisei sobre o concurso e dentre os curtas que estavam disponíveis escolhi "Patativa": tudo haver com o momento que estávamos prestes a viver - As festividades juninas! Tive que deixar de lado o que eu já havia programado, que era trabalhar Luiz Gonzaga e fomos mergulhar em Patativa do Assaré!
Comuniquei as minhas auxiliares, que toparam na hora e no dia seguinte já foram trazendo sugestões para trabalharmos, inclusive a de trabalharmos a música "Vaca Estrela e Boi Fubá" (ideia de Fátima). Fiz umas pesquisas e além do documentário animado "Patativa", de Ítalo Maia (2001), adicionei mais ainda dois curtas animados com a mesma temática - "Cabra da Peste", de Cledinaldo Nogueira (Projeto Ceará Animado) e "O aniversário de Patativa", de Luiza Falcão (Associação Mundo Animado das Artes), e um vídeo produzido pelos alunos da Escola Municipal Maria Isabel (Assaré CE) da música "Vaca Estrela e Boi Fubá", todos encontrados no YouTube.
►Objetivos:
A partir da exibição do documentário animado "Patativa", partindo posteriormente para a exibição de outras duas animações - "Cabra da peste" e o "Aniversário de Patativa", pude aguçar o imaginário das crianças fazendo-as refletir e absorver parte da realidade do artista Patativa do Assaré: Qual é o seu nome? Porque ele é chamado com o mesmo nome de um pássaro? Como é esse pássaro (trabalhando características das aves)? Como é e sua relação com o ambiente onde vive? E sua casa, suas características físicas e vestes? Como ele fala (trabalhar variações linguísticas e preconceito linguístico)? O que ele faz (profissão e cotidiano)? Qual a sua história (eu, identidade, família)? O que ele tem para nos contar? E entre outros questionamentos e observações, incluindo as das crianças, fazer um link direto com sua música "Vaca Estrela e Boi Fubá", trabalhando gênero dos animais (macho e fêmea), animais úteis,
animais mamíferos, quantidade (nº de patas), cores (branco e marrom), além de expressão corporal e ritmo.
Unindo todos esses elementos do universo da obra de Patativa do Assaré, todos as atividades do projeto buscaram ainda trabalhar a Cultura Nordestina na música e na oralidade (rimas e ritmos), na dança, nas cores, características marcantes que devem ser (re)conhecidas e valorizadas em meio a nossa cultura tão rica e diversificada, de forma a exterminar um possível olhar preconceituoso sobre a linguagem e ou cultura nordestina no futuro.
►Disciplinas/Conteúdos:
Linguagem Oral e Escrita: Variações Lingüísticas; Rima; Nome próprio; Interpretação textual (audiovisual e música); Oralidade.
Matemática: Cores (marrom, branco, azul, laranja e preto); Quantidades; Tamanhos.
Ciências Sociais e Naturais: Diversidade Cultural - Cultura Nordestina; Paisagem natural e modificada; Tipos de casa; Vestimentas; Família; Ser vivo (nascimento, vida e morte);
Animais (mamíferos, úteis, gênero).
Corpo e Movimento: Dança (forró); Imitação (Vaca e Boi).
Música: Ritmo e reconhecimento (forró).
Artes Visuais: Coordenação Motora fina - Recorte, colagem e pintura; Caracterizações.
►Duração:
5 semanas - De 01 de junho à 07 de julho
►Atividades:
Assistimos ao curta "Patativa" e fui verificando a reação das crianças;
Assistimos novamente, mas desta vez, durante a exibição, fui fazendo observações e respondendo a questionamentos de acordo com as expectativas delas: "Quem é ele?", "O que ele está fazendo?", "Ele toca violão?", "A casa dele é longe?", "Ele era o bebê?", "Agora ele está vovô!" "Ele canta!", "Tem uma vaca e um boi no céu!", "Ele está plantando!", "Tem cerca lá!". Ao esclarecer e acrescentar em suas observações, fomos juntos construindo um imaginário a respeito daquela história;
Imaginário construído, parti p/ esclarecer o nome: Pedindo para que eles repetissem "Patativa do Assaré" e depois de rirem e acharem estranho expliquei a origem desse apelido, a história resumida (na linguagem deles) de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, que ele foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro explicando que era chamado assim por conta do seu belo canto comparado às Patativas (aves) e que Assaré é o nome de sua cidade que fica no Ceará, ainda dizendo que ele nasceu a muito tempo, no dia 5 de março de 1909 e que também já morreu (está no céu), no dia 8 de julho de 2002;
Aproveitando o tema morte e vida de Patativa parti para um link com sua música "Vaca Estrela e Boi Fubá", e com o curta "O aniversário de Patativa", onde ele aparece no céu junto a outros personagens da cultura nordestina, a Vaca Estrela e ao Boi Fubá festejando seu centenário. Com mais estes elementos, eles puderam compreender melhor o porquê da vaca e do boi "no céu" do curta, expliquei que esta música era do Patativa.
Para abordar novamente sobre as patativas, usei o curta "Cabra da Peste" onde ao fundo, no céu de Assaré, enquanto Patativa recita sua poesia, aparecem patativas voando (trabalhando ainda quantidade, contando as patativas junto com eles ao pausar o vídeo). Chamando a atenção deles para esse fato, pude explicar a eles que aquelas aves eram patativas e retomei sobre a história do nome do artista trabalhado, expondo depois imagens da ave (trabalhando as características das aves);
Assistindo o documentário e conhecendo a patativa (ave).
Em uma atividade, cada um fez seu Patativa c/ uma patativa nas mãos (pintura e colagem);
Ouvimos muitas vezes a música "Vaca Estrela e Boi Fubá" enquanto confeccionávamos um painel da "Vaca Estrela" c/ "Boi Fubá" junto ao Patativa (recorte e colagem: sobras de EVA recortados, grãos de canjica, milho, feijão, e outras sementes), e o montamos juntos na porta da nossa sala para a comunidade escolar ver. Orgulhosos de nosso painel, combinamos ainda, como tarefa, deles contarem aos seus responsáveis a história do Patativa e do nosso painel; que foi um sucesso total!
Com duas caixas de papelão, dois lençóis, muitas cores e os pezinhos e mãozinhas da criançada, confeccionamos nossa "Vaca Estrela" e nosso "Boi Fubá", trabalhando conteúdos como gênero dos animais (macho e fêmea), animais úteis, animais mamíferos, quantidade (nº de patas), cores (branco e marrom). Brincamos muito com a "Vaca Estrela" e o "Boi Fubá", que seriam usados posteriormente em nossa apresentação;
E claro, em meio as atividades, sempre tirávamos um tempinho para ensaiar com a música "Vaca Estrela e Boi Fubá", para a apresentação da turma no Arraiá do nosso EDI, que aconteceu no dia 07 de julho e recebeu o título de "Forró do Vovô Patativa", onde eu me transformei em "Vaca Estrela", Telma (AAC) se transformou em "Boi Fubá" e Fátima (AAC) se transformou em um carismático "Vovô Patativa". Levamos o nosso painel e ficamos muito orgulhosos do resultado! *Hoje em dia, a "Vaca Estrela", o "Boi Fubá" e o "Vovô Patativa" fazem parte da decoração de nossa sala.
☺Confiram abaixo a nossa apresentação:
►Avaliação/Sobre a experiência:
A experiência não poderia ter sido melhor. Primeiro foi uma baita surpresa a reação das crianças: todas amaram o Patativa e o adotaram chamando-o carinhosamente de "Vovô Patativa" - que deu nome ao projeto! Por várias vezes eles pedem: "Coloca o desenho do Vovô Patativa!".
Além disso, compreenderam bem, segundo o universo deles, que aquela realidade mostrada no curta é bem diferente da nossa sem desvalorizá-la. Achando curioso e divertido,comentam: "Lá não tem prédio."; "O Vovô Patativa tem que plantar e tirar leite da Vaca Estrela né?". Ainda sobre a arte do Patativa: "O Vovô gosta de tocar violão e cantar a música da Vaca Estrela e do Boi Fubá", ou sobre a história: "Quando ele era pequeno a mãe dele pegava ele no colo." ou "A casa dele não era de tijolo não?".
Puderam compreender também o fato do Patativa ser cantor e poeta, dele compor músicas - "O Vovô gosta de tocar violão sentado naquela cadeira que balança!" ou "Todo mundo gosta de ouvir o Vovô cantar na fogueira né?". E isso tudo acabou de certa forma gerando uma certa "militância" pró Vovô Patativa. Por exemplo, quando o curta terminava todos batiam palmas e gritavam "Vovô Patativa, Vovô Patativa!", ou quando colocamos o painel na porta da nossa sala eles fizeram questão de mostrar e dizer a todos os que passavam quais eram os personagens - Vaca Estrela e Boi Fubá (que eram "namorados") e que eles eram do Vovô Patativa que tinha feito uma música para eles e daí cantarolavam: "♪ ê ê ê ê Vaca Estrela, ô ô ô ô Boi Fubá... ♫"... Foi realmente encantador ver como eles adotaram de fato o Patativa como sendo mais um vovô deles.
Com muita conversa, observações e ações, introduzir o mundo do Patativa e essa pequena parte da Cultura Nordestina (músicas, ritmos e oralidade) foi uma experiência muito gratificante, já que, para nosso sucesso, houve uma adesão em massa da turma, o clima ficou bem propício à aprendizagem e eles puderam ter contato com essa riquíssima arte produzida por Patativa do Assaré de maneira lúdica, prazerosa. E eu com a riquíssima experiência da construção do conhecimento da minha turminha. Ou seja, o Projeto teve uma espécie de vida própria e acabou se apropriando da gente, passou a fazer parte do cotidiano da nossa turma. Pois até hoje, e imagino que até o fim do ano letivo, eu escutarei por muitas vezes e com muito orgulho:
MESA-REDONDA AUDIOVISUAL E EDUCAÇÃO - DIÁLOGOS POSSÍVEIS
Acabei de saber de uma notícia interessantíssima através do blog da 9ª CRE para aqueles (funcionários da SME/RJ) que, como eu, se interessam pela dobradinha Audiovisual e Educação, e obviamente achei que seria importante socializar a informação aqui!
No dia 23 de agosto (5a. feira), às 16h, o Festival Visões Periféricas promove a mesa-redonda "Audiovisual e Educação - diálogos possíveis". O evento é gratuito e será realizado no Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro - Tel.: 21 3261-2550) e as inscrições vão até o dia 7 de agosto.
Para participar, basta enviar um e-mail para: lucianabessa@rioeduca.net com as seguintes informações:
Nome completo
Matrícula
Escola
Telefone e e-mail de contato
Cargo/função
*Serão inscritos os 30 primeiros professores que enviarem e-mail até o dia 7/8 (Todos os e-mail serão confirmados).
A seguir, segue a programação do dia 23/8:
Mesa-Redonda: Audiovisual e Educação - Diálogos possíveis
Convidados (a serem confirmados):
►Aída Marques - Professora de Cinema da UFF
Bacharelado em Português/Literaturas; Curso técnico de Montagem em Paris (CLCF); Mestrado ECO-UFRJ em Comunicação; Doutorado ECA-USP em Cinema.
Disciplinas que ministra na UFF: Cinema e Literatura; Processo de realização de filmes; e Realização de Filmes.
Área de interesse: Cinema e Literatura; Dramaturgia; Direção e Produção; Políticas Públicas do Audiovisual; e Estudos da Narrativa.
►Manaíra Carneiro - cineasta e educadora
Diretora do curta-metragem "Café Sem Chantilly", com o grupo Cinemaneiro. Também dirigiu o episódio "Fonte de Renda", que integra o filme "5x Favela – Agora por nós mesmos".
Graduou-se em Estudos de Mídia, pela UFF.
►Tiago Cabral Dardeau (mediador) - Nave Kabum
Coordenador do curso técnico de Roteiro para Novas Mídias do NAVE (Núcleo Avançado em Educação)
►Walter Filé - Doutor em Educação
Principais projetos: Projeto Ciência por aí, desenvolvido no Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da UFRJ (Casa da Ciência) que pretende ser um espaço para o estudo das tecnologias e sua influência na educação e nas relações cotidianas das pessoas; TV Maxambomba (tv de rua que atuou junto aos moradores da Baixada Fluminense - escolas, movimentos sociais e culturais - tentando experimentar novas formas de comunicação e compreender as tramas, as movimentações e as negociações simbólicas em torno dos sentidos e das condições de vida na região); a TV Pinel (uma experiência de uso da linguagem audiovisual na forma de uma tv com usuários hospital psiquiátrico Philippe Pinel); O Projeto Puxando conversa - que mescla tradição e modernidade, linguagem audiovisual, memória e narrativas do samba carioca, como possibilidade de pensar sobre os movimentos de identificação e socialização dos negros e pobres na cultura branca, hegemônica, Rio de Janeiro - tema de sua pesquisa de doutoramento.
O "Projeto Dias de Índio" está entre os finalistas do Troféu Rioeduca 2012!
Saiu a relação dos finalistas do Troféu Rioeduca 2012. E para a minha felicidade, estou dentro com o Projeto Dias de Índio. Estou muito surpresa e feliz.
Infelizmente nenhum dos blogs que estavam concorrendo (este blog, Miscelânea Pedagógica na categoria Blog de Educador e o blog da unidade escolar onde trabalho, EDI Renan de Souza Leal na categoria Blog de Unidade Escolar) não se classificaram para a final, mas ano que vem estarão lá com certeza! Porém, fiquei de fato surpresa, pois não imaginava estar nessa classificação - Projetos de CULTURA NACIONAL – RIO, AQUARELA DO BRASIL, com o Projeto "Dias de Índio", uma vez que a votação se restringia aos funcionários e alunos da SME e não a uma votação popular de fato, e por estar disputando esse espaço com unidades escolares com um seguimento diferente e um número infinitamente maior de funcionários e alunos do que a minha unidade. Além disso, na minha opinião, projetos de Educação Infantil teria que ter uma categoria à parte na premiação, pois ficaria mais justa a análise.
E sim, estou muito feliz por estar entre os finalistas, chegando em primeiro lugar na categoria em que concorri (Projetos- Rio Aquarela do Brasil)! Em meio a tantos lindos projetos, "Dias de Índio" conseguiu destaque e me sinaliza que, de certa forma, estou trilhando caminhos certos ao lado de grandes profissionais e preciso seguir em frente com meus ideais dentro da profissão que escolhi e tanto amo.
Independentemente de qual será o resultado no dia 30 de julho, desde já deixo registrado mais uma vez os meus agradecimentos: Obrigada a presença dos meus queridos alunos em minha vida (não imaginam o quanto aprendo com eles todos os dias!). Obrigada aos que votaram no "Projeto Dias de Índio" acreditando e valorizando o meu trabalho. Obrigada àqueles que me dão suporte - Fátima Alves e Telma Monteiro - e àqueles que me dão asas - Renata Albudane, Regina Célia e Laura Maria; sem vocês seria tudo muito mais difícil! E muito obrigada ao apoio de toda a equipe EDI Renan de Souza Leal, à minha família e aos meus amigos!
Parabéns a todos os finalistas de todas as categorias do Troféu Rio Educa 2012!
Hoje foi dado mais um passo rumo ao Troféu Rio Educa 2012, onde 10 categorias estão sendo submetidas à votação. E eu estou muitíssimo feliz, pois destas categorias, posso me incluir em três (destacadas em verde abaixo):
Projetos de incentivo À LEITURA E À ESCRITA – RIO DE LEITORES
Projetos ARTÍSTICOS (Artes Visuais, Artes Cênicas, ou Artes Musicais) – RIO BELAS ARTES
Projetos de INTEGRAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA – RIO, ESCOLA DA FAMÍLIA
Projetos de RESPEITO E APRECIAÇÃO ÀS DIVERSIDADES – RIO, ESCOLA SEM PRECONCEITO
Projetos de PROMOÇÃO da SAÚDE – RIO SAUDÁVEL
Projetos de CIDADANIA – RIO CIDADANIA
►Como votar?
O sistema de reconhecimento de habilitados para votação possui o mesmo login e senha do cadastro da Educopédia. Acesse-o usando o login e senha que usa para utilizar a plataforma de aulas digitais.
Após fazer o login no sistema, selecione as categorias separadamente para votação. Ou seja, você pode clicar em cada uma e só serão exibidos os projetos e blogs referentes à categoria selecionada.
Não é necessário que você vote em todas as categorias quando logar. Portanto, é possível que você acesse a votação mais de uma vez, entrando com login e senha, porém apenas será possível votar nas categorias em que ainda não votou.
Você poderá clicar e acessar as categorias em que já votou, mas a única coisa que visualizará será a exibição dos votos parciais da votação para a categoria selecionada.
Para quem não sabe seu login Rio Educa, descubra seu e-mail - para funcionários e alunos da rede municipal de educação do Rio de Janeiro - clique aqui e descubra!
Hoje não caibo em mim de tanta alegria. E venho com uma ótima notícia, hoje saiu a lista dos habilitados ao "Troféu Rio Educa 2012", e estarei concorrendo em três categorias, sendo que em uma delas (Blog de Escola) estarei coletivamente:
O "Troféu Rio Educa" está na sua segunda edição e "tem como propósito fundamental destacar e premiar boas práticas pedagógicas, bem como destacar e premiar escolas, educadores(as) e alunos(as) que tenham blogs relevantes para sua comunidade escolar." (Art.2 do Regulamento)
Sinto-me muito feliz e ansiosa pelos resultados, estar neste concurso significa muito para mim: É o resultado de muito esforço e dedicação a essa profissão que eu tanto amo... Estar concorrendo a este troféu, por mais que possa parecer bobo para alguns, simboliza de certa forma um grande reconhecimento e sinal de que estou percorrendo por um caminho certo, cercada por pessoas que só somam para o meu crescimento.
Agradeço por participar de uma equipe tão maravilhosa que é a do meu EDI Renan de Souza Leal, e especialmente à direção - Renata Albudane, Regina Célia e Laura Maria (que tanto me apoiam me dando "asas" para criar) e as minhas super auxiliares - Fátima Alves e Telma de Carvalho (que me dão forças para construir cada pedacinho do nosso cotidiano). Mas agradeço especialmente aos meus pequeninos que me dão animo nutrindo a esperança em mim - sem eles jamais eu poderia acreditar na possibilidade de uma vida melhor para todos nós, mas principalmente para eles...
O meio ambiente visto por um ângulo diferente. Esse é o foco da exposição, que através de 130 imagens de grandes dimensões, com fotos de 2 metros por 1,40 metro, revelando novos ângulos e perspectivas de diferentes cidades e da natureza, convida o público do Rio de Janeiro a admirar a beleza e pensar sobre a fragilidade do nosso Planeta, propondo uma reflexão sobre sua evolução 20 anos após a realização da “Eco 92”, que desencadeou o trabalho do fotógrafo.
“Quando comecei a publicar minhas fotos em 2000, nenhum museu queria expor meu trabalho, então resolvi utilizar a rua. É importante de fazer uma exposição gratuita para que todo tipo de pessoa possa ver. Eu sou muito utópico, somos todos nós que teremos que mudar o mundo. Temos que aprender a viver e reconhecer o impacto do homem sobre a Terra” - Yann Arthus-Bertrand
Yann acredita que o importante é transmitir emoção e sensibilidade através de um olhar diferenciado que o fotógrafo pretende revelar em seu trabalho. “A Eco92 levantou a questão do desenvolvimento sustentável e eu quis levar a arte para as ruas. Não me interesso pela técnica, é como se perguntasse ao pintor qual pincel ele pinta. Para mim, o importante é o olho. Descobri a fotografia aérea quando pilotava balões para viver. A fotografia aérea mostra a visão de um território e ajuda a explicar o mundo. Faço por curiosidade porque quero entender o mundo em que vivemos”.
Às vésperas do evento “Rio+20”, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a exposição funcionou como um prelúdio da cidade ao evento, contribuindo de forma lúdica e crítica para o debate de temas tão fundamentais.
O projeto também realiza uma grande ação de educação ambiental envolvendo escolas da rede municipal, além de exibições populares do documentário “Home – Nosso planeta, nossa casa”.
O inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da exposição "A Terra vista do Céu" será realizado pela Voltalia Energia do Brasil. As emissões relativas ao evento serão compensadas através de um projeto de restauração florestal na bacia hidrográfica do rio São João, no âmbito do projeto "Corredores Florestais" da Associação Mico Leão Dourado.
Segundo Yann, "A Terra Vista do Céu" tem o objetivo de mostrar a beleza e a fragilidade do planeta Terra propondo uma reflexão sobre a evolução da Terra nas últimas duas décadas.
Impressionante! Esse é o meu adjetivo para a exposição. Super recomendo, aos que puderem, fazer uma visita à essa exposição a céu aberto. Primeiro pelo espaço, que está super organizado e em harmonia com a Cinelândia (eu achei que combinou demais!). E depois, são fotos belíssimas e surpreendentes, de inúmeras partes do mundo, que por muitas vezes nos fazem duvidar de sua veracidade: Ora o sentimento é de admiração, tamanha beleza das formas e cores nas imagens; ora o sentimento é de reflexão e contestação mesmo mediante as informações implícitas nas imagens... Vá e faça suas próprias reflexões!
Abaixo um pequeno vislumbre do que você pode encontrar por lá!
CORAÇÃO DE VOH EM 1990, NOVA CALEDÔNIA, FRANÇA
PAISAGEM PANTANOSA DO PARQUE NACIONAL DE COSTA OESTE, REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL
BANCOS DE AREIA NO LITORAL DA ILHA DE WHITSUNDAY, QUEENSLAND, AUSTRÁLIA
BARCOS PRESOS NOS JACINTOS-DE-ÁGUA NO NILO, EGITO
FARDOS DE ALGODÃO, THONAKAHA, REGIÃO DE KORHOGO, COSTA DO MARFIM
CASA INUNDADA NO SUL DE DACCA, BANGLADESH
ANTENAS PARABÓLICAS NOS TELHADOS DE ALEP, SÍRIA
TAPETES DE MARRAKESH, MARROCOS
ICEBERG ERODIDO NO FIORDE DE UNARTOQ, GROENLÂNDIA
BALEIA AO LARGO DA PENÍNSULA DE VALDÉS, ARGENTINA
O CORCOVADO NO ALTO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, BRASIL
►Visitas Guiadas:
Segunda a sexta - 10h às 11h | 13h às 14h | 15h às 16h | 17h30min às 18h30min
Sábados e domingos - 11 às 12h | 15h às 16h
►Horário da exposição:
O horário do Centro de Visitantes e dos monitores é de 9h às 19h em dias úteis e de 10h às 18h aos finais de semana.
A iluminação dos expositores ficará acesa diariamente até às 23h.