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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Enriqueta para o dia de hoje!


 Ano passado, em uma exposição na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, intitulada "Macanudismoconheci o trabalho do argentino Liniers, e desde então sou apaixonada por seus quadrinhos que com muito bom humor consegue descomplicar as coisas de tal forma que fica impossível não compreender que a vida simplesmente deve ser vivida de maneira leve, mas para além do que se vê! Liniers consegue transformar situações cotidianas em arte e fantasia.

   Dos seus personagens, plenos de poesia e clareza, como os pinguins e os duendes, Olga, a menina Enriqueta, seu urso Madariaga e o gato Fellini, são meus preferidos. E como Enriqueta adora ler, ela se tornou perfeita para o dia de hoje (Dia Nacional do Livro): na tirinha escolhida ela mostra ao Fellini como é fácil estar em dois lugares ao mesmo tempo!






 ♥ Pratique Leituras! ♥


► Mais sobre Liniers:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

15º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens





  Ano passado pude participar do 14° Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens com meus pequenos e foi simplesmente inesquecível. Foi o primeiro passeio de nosso E.D.I. Renan de Souza Leal, onde vivenciamos um dia de novas experiências, um dia de incentivo à leitura. Saiba mais sobre esse dia em Era uma vez nosso E.D.I. no 14º Salão do Livro Infantil e Juvenil.

  Espero poder vivenciar essa experiência neste ano também, pois pelo que andei pesquisando vai ter muita coisa interessante. O 15º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens acontecerá neste ano entre os dias 5 e 16 de junho. Para todos aqueles que se interessam pela literatura infanto-juvenil como responsáveis e educadores está aí uma ótima oportunidade de diversão e incentivo à leitura para os pequenos. Este é um dos mais importantes eventos literários do país e único focado no público infantil e juvenil, e acontecerá, como no ano passado no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, Centro do Rio de Janeiro. Este ano tem como tema a Ilustração e como país homenageado a Colômbia.

  A cerimônia de abertura do 15° Salão FNLIJ acontecerá no dia 5 às 17h. O Salão reunirá 71 editoras entre 85 estandes e durante os 12 dias do evento, o público de crianças e jovens terá a chance de participar de bate-papos com os principais escritores e ilustradores do país, acompanhar a leitura de histórias e os adultos poderão assistir ao Seminário e às palestras dos Encontros Paralelos, pois Serão oferecidas palestras no Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, que acontece nos dias 10, 11, 12 e 13 de junho, para profissionais da área de educação.

  Haverá ainda quatro bibliotecas, entre elas a Biblioteca para Bebês, além da visita de escolas, que pode ser agendada pelo e-mail: visitacaoescolar@fnlij.org.br.


15º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens

Data: 5 a 16 de junho de 2013
Horário: Segunda a sexta | 8h30 às 18h – Sábados e domingos | 10h às 20h
Local: Centro de Convenções SulAmérica
Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – Rio de Janeiro
Ingresso: R$ 5,00
Gratuidade para maiores de 60 anos, portadores de deficiência, professores da rede municipal do RJ e instituições que trabalham com crianças e jovens de comunidades de baixa renda, pré-agendadas com a FNLIJ


►Mais sobre a programação aqui

sábado, 20 de outubro de 2012

Aprendendo a dividir com o morango do ratinho de Don e Audrey Wood



  No dia 17 de outubro aconteceu a 1ª Maratona de Leitura do EDI Renan de Souza Leal. E no planejamento de como seria essa maratona, como uma das atividades para o dia, sugeri à nossa PA trabalharmos com o livro O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado (de Don e Audrey Wood), onde um ratinho muito esperto tenta livrar seu morango de um urso esfomeado. Era uma história que já queria ter trabalhado em sala de aula que eu havia conhecido a pouco através da Coleção Itaú de Livros Infantis 2012, pois nos dá a possibilidade de trabalhar diversos conteúdos de forma bem lúdica.


  Sugestão aceita e o nosso AAC Geraldo se propôs a contar a história para toda a criançada com muita propriedade; muitos embarcaram na aventura do ratinho e morreram de medo do grande urso esfomeado. Após, dividimos os morangos ao meio e distribuímos entre todos os presentes em uma deliciosa degustação. Muitas crianças ainda não conheciam a fruta, o que tornou a atividade mais interessante. Esta atividade  coletiva buscou alcançar os seguintes objetivos:

♦ Trabalhar em matemática a noção de inteiro e metade;
♦ Trabalhar a socialização e o afeto aprendendo a partilhar;
♦ Manusear e degustar a fruta - morango - descobrindo sua textura, cheiro e sabor;



  Em sala de aula, o livro O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado (de Don e Audrey Wood) continuou sendo trabalhado, cada professora elaborou formas diferentes de explorar a leitura do livro. 

  Na minha turma, optei por fazer uma leitura para eles explorando mais a interpretação da história. Ao final da leitura lancei a seguinte pergunta: "Se você fosse esse ratinho onde você esconderia o seu morango?" As respostas foram as mais variadas possíveis, entre elas:

Bárbara: "Na minha barriga!"
Lucas: "Na geladeira da minha casa."
Ana Letícia: "Eu escondia num baú."
Vitória: "Na geladeira."
Isabelle: "Em cima da geladeira."
Raquelly: "Em baixo da cama."
Pedro: "Eu dava pra minha mãe esconder pra mim."
Luan Mark: "Eu comia tudo"
Beatriz: "Na minha mão."
Artur: "Na geladeira."
Larissa: "Na geladeira."
Adriel: "Comia rapidão com a boca!"
Sabrina: "Eu fugia dele."
Guilherme: "Na geladeira."

  Conversamos também sobre como esse urso, que não aparece na história, deveria ser e comparamos os tamanhos do urso, do ratinho e do morango para estabelecermos uma escala de tamanho juntos. 

  Agora era a vez das crianças contarem essa divertida história para sua turminha... Cada um contou da sua maneira e depois reconhecemos a cor do morango: vermelho, finalizando com uma divertida pintura com cola colorida, verde e vermelha, em A4 de um morango.



   Esta atividade em sala buscou alcançar os seguintes objetivos:

♦ Trabalhar letramento e gosto pela leitura prazerosa - contar e ouvir histórias;
♦ Desenvolver linguagem oral;
♦ Trabalhar interpretação textual;
♦ Desenvolver criatividade e imaginação - como seria o urso?;
♦ Desenvolver a solução de problemas - onde esconder o morango?;
♦ Trabalhar coordenação motora fina;
♦ Trabalhar em matemática as cores vermelho e verde e noções de tamanho - maior e menor.



►Saiba como foi a 1ª Maratona de Leitura do EDI Renan de Souza Leal aqui.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

XXXIII Fórum de Alfabetização, Leitura e Escrita (FALE)



Acontecerá, no próximo dia 16 de junho (sábado), de 9h a 12h, o XXXIII Fórum de Alfabetização, Leitura e Escrita (FALE), no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ). 

O tema será ALFABETIZAÇÃO E RELAÇÕES RACIAIS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE PRÁTICAS ANTIRRACISTAS NA ESCOLA e terá como convidadas para iniciar a conversa Luciana Santiago da Silva (SME/São Gonçalo) e Regina de Fátima de Jesus (UERJ/FFP)

É só chegar e participar!
*Haverá entrega de certificado ao final do encontro.

►Mais informações:

sábado, 23 de abril de 2011

Educação não é mercadoria

       Educação não é mercadoria é uma leitura recomendada para aqueles que ainda se indgnam com os caminhos que a Educação Brasileira tem tomado ao longo dos anos.

       Interessantíssimo. Mesmo sendo de 2009, os textos continuam refletindo a atualidade (o que pode significar que as coisas tenham piorado ou estacionado...). Nos mostra através da visão de alguns especialistas em Educação, o quanto o sistema em que vivemos influencia nosso modo de vida contaminando até mesmo (ou seria tão óbvio assim?!) os mecanismos e metodologias educacionais. O que fazer?! Tudo tem que ser lucro e competição?! Tem que se lucrar até com a educação?! E as consequências?! Quem vai pagar o prejuízo?!

      É necessário, ao menos debater, pensar, buscar meios e soluções, ao menos tentar já é um bom início. Afinal, Educação não deveria ser mercadoria!

     
     Para melhor entender, segue abaixo, texto de apresentação da publicação retirado do site de Ivan Valente


Publicação do Mandato do deputado Federal Ivan Valente, reunindo textos de diversos especialistas sobre temas da conjuntura educacional brasileira.


Textos:

  • A educação como direito de todos e todas – Ivan Valente
  • Educação infantil de qualidade: Direito das crianças e das famílias - Joseane Bufalo e Paulo Bufalo
  • A “reforma” do ensino médio ou a retórica da inovação – Eduardo Garcia C. do Amaral
  • A Conferência Nacional de Educação – e os desafos para o novo PNE - Luiz Araújo
  • O ensino a distância e a lógica mercantilista na educação - Debate: César Minto, Ivan Valente, João Zanetic e Lisete Arelaro


Apresentação


     As políticas neoliberais vêm, desde a década de 80, atacando a educação pública. Nessa lógica, esse direito passa a ser tratado como um segmento de mercado, diferenciado de acordo com o perfil econômico da “clientela”, e deve, portanto, ser gerido de forma empresarial e marcadamente competitiva.

     Ainda que todos e todas se manifestem sobre a importância da educação pública, percebe-se claramente que o projeto, seguindo as orientações dos organismos internacionais, é a redução da estrutura do Estado e a terceirização e privatização de todos os serviços ligados às redes de ensino, além do incentivo à criação e potencialização de mercados como o de apostilas, materiais pedagógicos, equipamentos escolares e até de cursos de formação continuada e aperfeiçoamento dos profissionais.

     Para alcançar êxito nesse projeto, os governos têm utilizado sistematicamente os meios de comunicação, via um discurso ideológico que procura demonstrar que os problemas da educação nacional são devidos a uma suposta falta de competência dos profissionais e uma ineficácia na gestão escolar. Justifcam, assim, a ideia de que a solução é reorganizar as nossas escolas segundo um modelo empresarial, baseado no estabelecimento de parâmetros meramente quantitativos e comparativos, jogando a responsabilidade de superação das dificuldades para a comunidade escolar.

     Nos últimos meses, essa política se intensificou com a criação de mecanismos de premiação, que implicam também punição, que desrespeitam os direitos trabalhistas, criando diferenciações e abrindo caminho para o fim da estabilidade e até a terceirização da contratação dos profissionais. De outro lado, a autonomia pedagógica e a gestão democrática das escolas foram eliminadas pela imposição de sistemas apostila dos vinculados a provinhas e provões e pela adesão compulsória aos projetos padronizados movidos pela política de bônus.

     Por fim, vemos também o ameaçador avanço de cursos de formação superior através do ensino à distância, inclusive para a formação inicial de professores, como mais uma forma de precarização e descaracterização da formação profssional. Tal política atende apenas a interesses mercantis e é apontada também como saída para a ampliação,
a baixo custo, de “vagas” em instituições públicas.
Esta publicação do nosso mandato conta com contribuições de companheiros e companheiras que têm significativo acúmulo nesses temas e reconhecida atuação na luta em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade para todos.

    Num momento em que o Governo Federal, tardiamente, de forma burocrática e sem objetivos claros, deu início a uma Conferência Nacional de Educação (CONAE), a publicação procura também aprofundar e contribuir com este debate, já que as etapas municipais e estaduais da Conferência, por seu formato e dinâmica, têm se mostrado insuficientes e
fechadas, ainda que mobilizando um número significativo de pessoas.

     Para que não venhamos a presenciar o fim do direito à educação pública, é necessário reorganizar os movimentos, debater de forma consistente as políticas educacionais e resgatar nossas bandeiras históricas, acumulando forças para o enfrentamento das políticas neoliberais. Com os textos a seguir, esperamos contribuir para essa luta, com a análise de alguns dos pontos mais importantes da atual conjuntura educacional brasileira.

Boa leitura!

Mandato Popular e Socialista
Ivan Valente – Deputado Federal PSOL/SP

sábado, 5 de março de 2011

Meu pé de laranja lima

Capa do livro Meu pé de laranja lima feita por Rui de Oliveira. Apesar de ter inúmeras capas, inclusive mais atuais, coloquei esta por que é a capa do meu exemplar: tenho muito carinho por este livro.

   Posso dizer, sem sombra de dúvida, que este foi o primeiro livro que me emocionou verdadeiramente. Lembro-me perfeitamente (foi em 1996!) como foi impactante para mim ler este livro. Eu sentia raiva e compaixão, ria e chorava com o livro e até hoje, sempre que o leio (pois já o li diversas vezes!), é a mesma coisa: Eu me misturo, entro dentro da vida de Zezé, fico com vontade de dar colo ao Luís, compreendo o amor de Godóia, fico magoada com Jandira... É realmente uma história envolvente, EMOCIONANTE!
     
   O livro de José Mauro de Vasconcelos conta a história de Zezé, que tem muitos irmãos e é de uma família pobre. Ninguém tem muita paciência com ele, ele é sempre deixado de lado, por isso ele se sentia melhor na rua que em casa. Zezé  é um menino, antes de qualquer coisa e a pesar de tudo, um menino sonhador; dizia ele "... quando eu crescer quero ser sábio e poeta e usar gravata de laço. Um dia eu vou tirar retrato com gravata de laço. [...] quando Tio Edmundo me mostra retrato de poeta na revista, todos tem gravata de laço." - Zezé era só uma criança, uma linda criança gritando por socorro.  


   Uma de suas maiores surpresas é perceber que se pode cantar sem abrir a boca – ou seja, ficar pensando em uma música e deixá-la tocar dentro da cabeça. E quando a família se muda para uma casa onde há muitas árvores no quintal, cada irmão escolhe uma para si – um fica com a mangueira, outro pega o pé de tamarindo e assim vai... Sobra para Zezé um pequeno pé de laranja lima. No início ele não se conforma muito, mas passando o tempo acontece algo maravilhoso: ele e essa árvore ficam tão amigos que eles passam a conversar e até  a brincar juntos!
 
   Como diz o autor, esta é a "história de um meninozinho que um dia descobriu a dor..." um menino que está começando a descobrir o mundo e a perceber que na vida existem alegrias, como ter um amigo, e também tristezas, como quando o amigo vai embora para sempre.
 
   Meu pé de laranja lima se uma leitura inesquecível e importante para quem o lê. Valores como amizade e união são o destaque da história, além de mostrar o quanto carinho, atenção e amor podem fazer falta em nossas vidas. Nos faz refletir muito sobre como lidamos com as pessoas que fazem parte de nossas vidas, ou seja, valorizar e cultivar o quê temos, ou buscar o que ainda nos falta. è preciso dar atenção aos que estão a nossa volta.

" Naquele tempo. No tempo de nosso tempo, eu não sabia que muitos anos antes, um Príncipe Idiota ajoelhado diante de um altar perguntava aos ícones, com os olhos cheios d'água: 'POR QUE CONTAM COISAS ÀS CRIANCINHAS?'
A verdade [...] é que a mim contaram as coisas muito cedo."
(palavras do último capítulo do livro Meu pé de laranja lima)




Um pouco mais sobre...


Meu pé de laranja lima no teatro
   O livro Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, foi lançado em 1968, e faz muito sucesso até hoje. Em 1970, o diretor Aurélio Teixeira adaptou a obra para o cinema. Também já foram feitas algumas versões para televisão (telenovelas) e teatro. Já foi traduzido para 32 línguas, inclusive, ganhando uma adaptação coreana para quadrinhos em 2003.


   Roteirizado e dirigido por Marcos Bernstein uma nova adaptação cinematográfica do livro Meu Pé de Laranja Lima está sendo filmada na Zona da Mata de Minas Gerais. Se quiser saber mais sobre, visite o blog de divulgação MEU PÉ DE LARANJA LIMA, está super bacana. O elenco está bárbaro, torço para que seja o maior sucesso. Estou ansiosa para conferir o filme!





Zezé encontrando Minguinho (o seu pé de laranja lima).
Versão de 1980 (telenovela - Rede Bandeirantes) de Meu pé de laranja lima (romance imortal ou biografia de José Mauro de Vasconcelos). Uma hisoria que emocionou e influênciou muitas vidas.
No elenco: ALexandre Raimundo, Cristina Mullins, Elias Gleiser, Neuza Borges, Dionizio Azevedo entre outros....


Pedagogicamente, podemos trabalhar:
  • Valorização da vida;
  • Valorização da conquista e a importância da amizade;
  • Importância do ludismo e da fantasia;
  • Conhecimento da realidade de famílias pobres (com o cotidiano limitado);
  • Relacionamentos familiares (a importância do diálogo em família);
  • Busca da ternura e da humanidade que há em cada um;
  • Entre outros.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Benefícios da Leitura - PLANO DE AULA

(Plano de aula elaborado por Érica de Campos.)
 


    Sou aluna do Curso de Extensão de Informática Educativa da CEDERJ, e no ano passado para fechar a disciplina Mapas Conceituais, a atividade final era elaborar uma aula utilizando o recurso do Mapa Conceitual. 
  Então, pensei bastante e resolvi elaborar uma aula para professores, uma aula que eu gostaria de ter tido e o resultado saiu: uma aula abordando os benefícios da leitura utilizada como recurso em sala de aula, dando ao mesmo tempo como exemplo para essa utilização a temática da cultura africana e ou questões sobre o afrodescendente em sociedade.
    Bem, disciplina finalizada "com louvor", achei que seria legal compartilhar a aula com outras pessoas através do blog. Pedi a opinião da Profª Ale Camargo (aliás, o blog dela é maravilhoso! Recomendo uma visitinha no Educa-Ação!) e ela deu o "Ok" dela! Pronto. Depois de bastante tempo estou eu postando a aula... Espero que seja útil e que gostem do conteúdo!

Para saber mais sobre Mapas Conceituais clique aqui.


PLANO DE AULA

MAPA CONCEITUAL:

O Mapa Conceitual Benefícios da Leitura  deve ser utilizado na aula do planejamento que segue abaixo.

PLANEJAMENTO:

Tema/Título: Benefícios da Leitura/Valorização da presença e cultura afrodescendentes.

Duração: 4h com intervalo de 20min.

Público alvo: Professores (as) do Ensino Fundamental – 1° ao 5°ano.

Objetivos: Mostrar aos professores (as) os benefícios da leitura, buscando incentivá-los a produzir, em sala de aula, novas metodologias (atividades, projetos, etc.) para desenvolver em seus alunos e alunas o hábito da leitura prazerosa.

Desenvolvimento:
  • Discussão em grupo do texto (dado anteriormente para ser lido antes da aula): A importância da leitura para a formação de uma sociedade consciente - artigo de Leila Souza – contextualizando-o com nossa realidade;
  • Utilizar o Mapa Conceitual “Benefícios da Leitura” para incrementar a discussão, apontando de forma mais concreta os benefícios da leitura, forçando uma reflexão maior por parte de todos os participantes;
  • Terminada a discussão sobre o texto, apresentá-los uma série de livros de literatura infantil, abordando temas referentes à cultura africana ou questões sobre o afrodescendente em sociedade* e pedir que eles se organizem em duplas ou trios;
  • Organizados, os livros serão sorteados entre as duplas e trios;
  • Será pedido a cada dupla ou trio que desenvolvam duas atividades a partir da leitura do livro, descrevendo o que cada atividade desenvolve nos alunos e alunas, conforme o Mapa Conceitual utilizado: “Benefícios da Leitura”;
  • Pedir que cada dupla ou trio esquematizem um pequeno Mapa Conceitual com base no que será desenvolvido nas atividades elaborada por eles.
Avaliação: De maneira descontraída, cada dupla ou trio irá apresentar à turma seu livro e atividades desenvolvidas, seus mapas e dizer o que foi acrescentado a eles na aula que tiveram, ou seja, se foi produtivo e o porquê.

Materiais: Papel e caneta; computador com projetor (data show); livros de literatura infantil.


*Sugestões de livros de literatura infantil que abordam temas referentes à cultura africana ou questões sobre o afrodescendente em sociedade:

- O tabuleiro da baiana, de Sônia Rosa;
- Capoeira,  de Sônia Rosa;
- Jongo, de Sônia Rosa;
- Lindara, de Sônia Rosa;
- Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem, de Raul Lody;
- Ana e Ana, de Célia Godoy;
- Chuva de manga, de James Ruinford;
- Obax, de André Neves;
- O menino marrom, de Ziraldo;
- O cabelo de Lêlê, de Valéria Belém;
- O amigo do rei, de Ruth Rocha.

domingo, 24 de outubro de 2010

“É desde de menino que se torce o pepino”

Por Érica de Campos






Não é de hoje que a questão do hábito e gosto pela leitura não é muito popular entre os brasileiros. Mas se a maioria das pessoas gira em torno de práticas comuns, porque o hábito da leitura, o gosto por livros, pela literatura, também não se torna uma prática comum a todos?
Já dizia e diz o ditado: “É desde de menino que se torce o pepino”. Pode parecer bobeira, mas aí está a sabedoria popular nos trazendo luz à questão - É na infância que se deve iniciar o contato com os livros, com as palavras, pois, antes mesmo de aprender a “ler as letras”, já somos capazes de ler as imagens, ler o mundo e seus significados, o que, cá entre nós,  hoje em dia é imprensedível para aqueles que pretendem buscar o seu lugar ao sol.
Não subestimemos nossas crianças, e muito menos deixemos a tarefa de ensinar nossos filhos a ler para a escola. Quando chegar o momento, a escola obviamente terá que desempenhar o seu papel quanto a este assunto, mas é também dever da família mostrar à criança este universo, que vai muito mais além do bê-á-bá, que não julgo desnecessário, pois é preciso entender os códigos da língua, porém, há diferença entre juntar letras e o ato de ler.
O ato de ler está baseado no exercício, na articulação do pensar e agir, enquanto o juntar letras restringe-se apenas na decodificação e repetição mecânica de símbolos, sem nenhum tipo de interpretação, sem análise crítica, ou seja, sem entendimento completo.
A família desempenha um papel importante na vida da criança, e deve promover o ato de ler para que, ao ser incorporado no ambiente de casa (que é a sua realidade) construa seu gosto pessoal pela leitura, inclusive, esta prática não só estará contribuindo para que esta criança desenvolva a capacidade de leitura e análise critica do mundo, como também, antes do que se imagina, facilitará o seu processo de alfabetização. Ou seja, esse gosto pelo ato de ler pode sim, ser transmitido dentro de casa, e deverá se tornar futuramente uma parceria entre família e escola.
Não estou aqui dizendo que as famílias agora devem rechear a infância de seus filhos com dicionários e enciclopédias.  Este universo do qual estou falando, é muito mais simples do que se possa imaginar, pois poderia estar agregado ao nosso cotidiano como algo comum, aliás, já esteve há tempos atrás, mesmo sem querer, na época da vovozinha, mas em meio a essa nossa vidinha moderna que temos adotado, mediante as escolhas que achamos que somos obrigados a fazer, deixamos de lado o que supúnhamos mais banal – o convívio e a real preocupação com a criação de nossos filhos. Simples assim. Falo, por exemplo, do contato que se dá seja através das canções de ninar ou das histórias de família contadas às crianças, pois esses são momentos que auxiliam no incentivo a leitura, criando um ambiente de participação e curiosidade da criança, criando um vínculo mais forte ainda entre pais e filhos. Seja em um incentivo da mãe, ao criar oportunidades de contato com as palavras, com os nomes das coisas, pelas ilustrações de livros, cantigas de roda, histórias contadas, brincadeiras de faz-de-conta ou em um incentivo do pai auxiliando no processo de alfabetização, na invenção de uma história através de desenhos, no ato de recontar a história de um filme, enfim, são pequenas ações cotidianas que podem incluir e conduzir o incentivo à leitura.
Ninguém pode gostar do que não conhece. Assim também acontece com o livro – se ninguém assume o papel de apresentar o livro à criança, sabendo ela ler ou não, como poderá esta se interessar e se render aos encantos do universo dessa linguagem maravilhosa que o livro e a literatura possuem? Logo, o ideal seria que a família desse início a este contato entre a criança e a literatura, habituando-a desde a mais tenra idade a ouvir as mais diversas histórias nas mais diversas situações no cotidiano de sua casa, ou seja, tudo está em ter a chance de conhecer a grande magia que o livro proporciona, e quanto mais cedo isso ocorrer melhor será – a criança, antes mesmo de freqüentar a escola, vai criar o interesse pela leitura, vai querer buscar no livro e encontrar uma fonte de alegria e prazer. Esse ato, geralmente, ultrapassa os limites de casa, e como se fosse uma cadeia de sequências, leva a criança a procurar e criar o hábito de ler e de visitar livrarias, bibliotecas, feiras de livros infantis, entre outros. Sendo muito fácil a compreensão de tal fenômeno: se existe em casa um ambiente favorável para leitura, familiares que preservam este hábito, as crianças, por sua vez, procurarão imitá-los.


Os pais podem iniciar este processo contando histórias para os filhos dormirem, incentivá-los a criar e contar histórias em casa (na presença de outras crianças como irmãos, amigos ou primos fica mais fácil ainda), presenteá-los com livros, passear em feiras literárias, assim haverá sempre uma troca de conhecimentos e se torna possível criar um estímulo para que as crianças desenvolvam um real prazer pela leitura, pois, até mesmo crescendo em ambientes repletos de livros, ainda assim, não adiantaria nada se o contato com o livro não acontecesse de forma natural e prazerosa. Assim, se cada um de nós incentivarmos o contato com os livros, nossas crianças - futuros adultos - começarão a se interessar de verdade pela leitura.



Algumas vantagens para quem desenvolve e mantêm o hábito da leitura:





  • Amplia o vocabulário;
  • Facilita a escrita;
  • Estimula a criatividade e a imaginação;
  • Aumenta a capacidade de desenvolver boas idéias;
  • Acumula conhecimento e experiência;
  • Ajuda no entendimento do seu mundo e do mundo à sua volta;
  • Ajuda a conhecer e respeitar outras culturas e modos de vida, diminuindo as possibilidades do   desenvolvimento de preconceitos.









* Texto de Érica de Campos - publicado em julho de 2010, na Coluna Educação do jornal mensal A Voz do Lojista Meritiense - Jornal de circulação no município de São João de Meriti / RJ.
* Imagens do cartunista e escritor Ziraldo