sábado, 14 de maio de 2011

Um bom professor, um bom começo



  Já faz um tempinho que o Todos Pela Educação tem vinculado na grande mídia campanhas pela valorização da Educação em nosso país.

 No mês passado,  foi lançada a campanha de mobilização com foco na valorização do professor, o que me deixou bem feliz, aliás, milhares de professores ao ver o vídeo da campanha devem ter gostado e muito do que assistiram.


Este é um dos cartazes de divulgação da campanha.

 Posso estar até enganada, esquecida talvez, mas não me lembro de ter visto nos últimos 20 anos qualquer tipo de manifestação pela valorização do professor. 


  Aplaudo e apoio a campanha - intitulada Um bom professor, um bom começo (aliás, um título felicíssimo, quem não sabe que tudo que começa bem tem ótimas chances de continuar bem até o fim?) - e torço para que não seja só mais uma na "multidão", espero que ela consiga alcançar de fato as pessoas e que de alguma maneira faça a sociedade pensar e repensar o papel do professor e voltar a vê-lo com mais interesse e respeito; que a profissão volte a ser admirada e valorizada como merece, pois TODOS, sem exceção, precisam de um professor em diferentes etapas da vida. 

 Segue abaixo o vídeo da campanha, uma animação muito bem feita e produzida com uma linda música acompanhando, na verdade o vídeo é maravilhoso! Espero imensamente que seja um sucesso e alcance seus objetivos!





* O Todos Pela Educação é um movimento da sociedade civil, apartidário, que reúne lideranças sociais, educadores, gestores públicos e representantes da iniciativa privada, com o objetivo de ajudar o Brasil a garantir Educação pública de qualidade para todas as crianças e jovens.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Curso de Formação de Educadores

    Pessoas, fiquei sabendo de um curso interessantíssimo para quem é educador, gosta de audiovisual e acredita que unir as duas coisas pode dar pé... Daí meus queridos amigos, eu não poderia de forma alguma deixar de divulgar essa novidade aqui!
  Trata-se de um curso de formação para educadores que o Nosso Cinema e o Cineduc, com parceria da FASE,  estão oferecendo.

    Com carga horária de 48 horas (valor de R$ 65,00) - todas as segundas e quartas, das 18h às 21h - o curso iniciará no próximo dia 30 com término previsto para o dia 06 de julho, na sede do Cinema Nosso, localizado na Rua do Rezende, 80, Lapa/RJ.

    Se você gosta da temática do curso e tem disponibilidade, aproveite, não perca a oportunidade!


Algumas informações sobre o curso:

    Educadores: Alexandre Guerreiro, Bete Bullara e Victor Van Ralse.

    Conteúdo programático:
  • Estudo da percepção e influencia da linguagem audiovisual;
  • Linguagem do audiovisual;
  • A imagem fixa e a imagem do cotidiano;
  • Movimentos e elementos de constituição da linguagem audiovisual;
  • Linguagem cinematográfica;
  • Produção filmica.
    Metodologia: Exercícios práticos e teóricos
    Suporte técnico: André Tavares e João Tavares

*Visite os sites e conheça mais sobre a história e o trabalho:

Divulgação do Curso




domingo, 8 de maio de 2011

Games e Educação - Uma parceria para a melhora do processo ensino-aprendizagem

Imagem de Okami - PlayStation 2 - Considerado uma verdadeira obra prima
 
   Sempre fui defensora dos games (não falo aqui dos jogos educativos, pois estes quase todos concordam que é interessante colocar dentro das disciplinas escolares), nunca achei, ao contrário da maioria dos educadores, que eles pudessem ser uma ameaça à educação, pelo contrário, os games podem ser aliados fortíssimos no processo ensino-aprendizagem. Eu mesma já aprendi muito com eles, abri a mente para diversas culturas diferentes da minha, (cultura xintoísta de raízes japonesa com Okami) pesquisei sobre história antiga e bíblica (viajando com Shadow of the Colossus - PlayStation 2) e mitologias, filosofei sobre a origem da vida (jogue XenogearsPlaySatation - e você será outra pessoa!), discuti política e pensei mais sobre a fusão homem-máquina e utilização de nanotecnologia (jogando a série Metal Gear SolidPlayStation, PlayStation 2, PlayStation 3); sem contar que hoje sou uma apaixonada por trilhas sonoras de jogos (quem não fica maravilhado ao ouvir a trilha sonora de God of War?! - PlayStation2, PlayStation 3). 

 Gerard Marino - compositor da trilha sonora da série God of War - Conduzindo 
a Golden State Pops Orchestra (fevereiro de 2007): música da trilha do jogo.
  

É fato: se você gosta e se envolve com o enredo do jogo, você vai além do simples ato de jogar, você pesquisa, busca os porquês daquilo ali apresentado.

Imagem de Metal Gear Solid 4 - PlayStation 3
   Em Limbo - XBox-360, por exemplo, você desenvolve o raciocínio matemático, lógico-espacial, pois é um jogo de plataforma com quebra-cabeças, sendo que os desafios podem variar entre descobrir a solução de um problema e executar tarefas que requerem precisão e habilidade.

Imagem de Limbo - XBox - 360. 
Surpreende com sua atmosfera "estranha" em branco e preto
   Acontece que a maioria das crianças jogam por mero entretenimento, e não "aprenderam" a jogar de uma maneira mais útil por assim dizer, ou seja, se divertindo e aprendendo simultaneamente, pois sem o costume do olhar crítico (que em nosso país infelizmente é raridade), perdem a essência do jogo e resumem algo que poderia trazer uma quantidade enorme de informações em mero entretenimento fútil. Ou seja, se você joga a série God of War e percebe o jogo sem análise prévia, sem saber sobre o enredo, sem pensar o jogo tentando entendê-lo, você poderá resumi-lo em "pancadaria e sangue" (o que não é muito diferente do que está na TV, nas manchetes de jornais e nas telas de cinema, mas esse é outro assunto, deixemos pra depois!), mas o jogo não é só isso! O jogo conta a saga de um espartano que vai contra os deuses gregos em busca de vingança - inevitavelmente você vai conhecer mitologia grega e algo sobre o exército espartano. Obviamente que não iremos colocar uma criança de 10 anos para jogar a série God of War, por uma questão de bom senso e até mesmo porque, os jogos tem a indicação da faixa etária recomendada, cabe aos educadores, pais e responsáveis estarem atentos a isso (é como nas programações de TV, sempre há indicação de idade adequada para determinado programa) e não permitirem excessos.

Capa do jogo God of War II - Indicação para maiores de 18 anos
  O que eu realmente gostaria que acontecesse é que os preconceitos diminuíssem e que a culpa das tragédias ocorridas, principalmente relacionadas às crianças, não caíssem exclusivamente nos games e na Internet. O problema está em como a sociedade se comporta e influencia na Educação, e é aí que temos que "mexer". E a Educação, o pensar e o inverstir nela é que pode mudar alguma coisa. É preciso criar, desenvolver um olhar crítico e pensante em nossas crianças, visto que os problemas atuais vão muito além dos jogos eletrônicos, aliás, não tem nada haver com os jogos eletrônicos. Não é possível que ninguém veja e assuma essa realidade! Tudo depende do olhar e dos objetivos estabelecidos. É possível aprender e reaprender com tudo, basta querermos (estado, sociedade: responsáveis, pais e educadores) buscar e fazer acontecer!

Imagem de Shadow of the Colossus - PlayStation 2

   Abaixo, segue uma matéria retirada do site Olhar Digital (aliás, recomendo!), que aborda exatamente a maneira como acredito que os games devem ser vistos em relação a Educação, mostrando que já existem iniciativas (e de gente séria!) a respeito:


Games invadem as salas de aula




   A discussão sobre a influência dos games no processo de aprendizagem é tão antiga quanto consoles de Atari. Alguns educadores alegam que jogos de guerra e combate estimulam o comportamento violento dos usuários, mas outros acreditam não haver relação entre um fator e outro. Discussões à parte, o fato é que diante do fascínio que os jogos eletrônicos exercem sobre os jovens, muitos profissionais da educação buscam maneiras de levar a diversão das salas de estar para as salas de aula.

  Gilson Schartz, professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, está trazendo para Brasil o game "Conflitos Globais". Com interface semelhante ao famoso "The Sims", a ferramenta, que já é utilizada em cerca de 500 escolas europeias, pretende ajudar alunos do ensino médio a entender problemas sociais e econômicos.

  "Os estudantes jogam como jornalistas, e conforme vão navegando, podem ir fazendo perguntas para os personagens e armazenando as respostas [em texto], para no final, compor a sua reportagem", explica o professor.

  Ainda em fase de testes, o game deve custar 5 reais por aluno, e a ideia é disponibilizar o software para escolas públicas e particulares. Estudos realizados com a utilização desse tipo de material didático comprovam; dá resultado!

  Gilson acredita que, o que faz com que o aluno tenha 60, 70% de retenção do conteúdo, já no primeiro contato, é justamente o interesse que aquilo provoca. "Não é apenas pelo game ser bem feito, é a relação do estudante com a situação de aprendizado. Por isso que é importante essa convergência entre a brincadeira e a seriedade", diz.

   De olho nesses resultados positivos, um colégio particular da Zona Sul de São Paulo resolveu não só utilizar os games como ferramenta pedagógica, mas também ensina os alunos a criar os próprios jogos. Em uma matéria extracurricular, eles aprendem adesenvolver jogos eletrônicos de acordo com o conteúdo estudado nas outras disciplinas.

   Segundo o Coordenador do Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos do Colégio Santa Maria, Muriel Vieira, com a motivação de criar os games, os alunos desenvolvem-se não somente nas áreas que estão relacionadas diretamente com o jogo, como história, geografia e ensino religioso. "Para criar o jogo eles devem ter outras habilidades. Para fazer o boneco pular, por exemplo, o software pede que coloquem a gravidade, força e aceleração do movimento. Estes conceitos eles nem estudam ainda, só vão conhecer no ensino médio. mas, de uma forma implícita, já estão estudando", conta.

   Enquanto professores e escolas pesquisam novas maneiras de utilizar e desenvolver games educativos, essa escola de música utiliza softwares já existentes no mercado. Um estúdio equipado com Guitar Hero e Rock Band fica a disposição dos alunos para que eles possam jogar quando estão fora da aula. Mesmo que tocar um instrumento de "mentirinha" seja bem mais fácil do que fazer música com um real, muito conteúdo é assimilado durante esses shows virtuais.

  "O game quando é utilizado para uma finalidade pedagógica, pode ter um efeito interessante: o aluno aprende sem ter consciência. Ele joga, mas também aprende alguma coisa", diz Alex Rodriguez, Professor de Guitarra da Escola de Música e Tecnologia (EM&T). O professor também conta que, no caso do jogo de música, o aluno pode não aprender a fazer música necessariamente, mas ele está entrando em contato com algumas atividades que estão relacionadas com a música. A questão do desenvolvimento ritmico é um exemplo. "Não dá para jogar Guitar Hero se não tiver ritmo. Isso faz com que o aluno acabe desenvolvendo ritmo ao apertar as teclinhas na hora certa", finaliza.
    
  A iniciativa de levar jogos eletrônicos para o ambiente escolar ainda precisa vencer muitos obstáculos. Faltam equipamentos e professores capacitados para lidar com esse tipo de mídia. E também a resistência de muitos educadores, que defendem métodos mais convencionais de ensino. Mas as experiências mostram que é possível sim, aprender brincando com games."


*Sobre o jogo Conflitos Globais, acesse os links abaixo:

terça-feira, 26 de abril de 2011

PROJETO PERMANENTE “JORNAL MURAL INTERDISCIPLINAR”

Idealização: Érica de Campos


I- JUSTIFICATIVA
    As aulas de Informática Educativa, para o segundo ciclo do ensino fundamental, na maioria das instituições educacionais, desempenha unicamente a função de fazer pesquisas Internet, digitar trabalhos em Word e ou elaborar de slides em Power Point para a apresentação de seminários, servindo apenas de apoio técnico para as demais disciplinas.
  

  Como sugestão para mudar esse “quadro”, o Projeto Permanente “Jornal Mural Interdisciplinar”, foi elaborado para dar mais sentido e utilidade para a disciplina de Informática Educativa, sendo esta uma disciplina que interage com as demais, para que essa parcela de alunos possa desenvolver outras atividades no laboratório de informática além das que geralmente são desenvolvidas. Ou seja, além da simples utilização da informática como apoio às outras disciplinas, os alunos terão a oportunidade de desenvolver outras habilidades em diversas atividades que o projeto propõe desenvolver, tais como pesquisas (de campo, na Internet, em periódicos e ou livros), produção textual, produção de imagem (fotografia, criação em softwares específicos), charges, quadrinhos, enfim, todas as atividades que caibam na produção dos mais simples jornais.

 
II - OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
 
  
Este projeto deve acontecer de forma prazerosa e será de máxima utilidade, uma vez que seu objetivo específico é promover nos alunos uma postura mais crítica diante da realidade, pois no projeto, ele atuará em diversas áreas (interligadas e interdisciplinares), e consequentemente, ao longo do desenvolvimento do projeto eles, automaticamente, irão aprender e ou aprimorar habilidades individualmente e em grupo, como por exemplo:
  • Trabalhar em equipe; 
  • Ter autonomia na busca do conhecimento, da informação; 
  • Ter curiosidade para atitudes investigativas; 
  • Visão para discernir o que é relevante ou não; 
  • Saber lidar com a alternância de posturas, ora de liderança, ora de subordinação; 
  • Tomar decisões práticas e objetivas; 
  • Ter iniciativa; 
  • Observar com atenção o que acontece ao seu redor (desde a comunidade escolar até o que ocorre no mundo); 
  • Ter visão crítica dos acontecimentos, entre outros.

III - OBJETIVOS GERAIS
 
       O projeto visa ainda:
  • Trabalhar a visão interdisciplinar nos alunos e professores; 
  • Identificar e incentivar algum possível talento escondido entre os alunos; 
  • Valorizar o trabalho do aluno, buscando aumentar sua auto-estima; 
  • Valorizar o trabalho em equipe; 
  • Desenvolver a visão crítica; 
  • Promover e incentivar a leitura, produção e interpretação de texto. 
  • Promover e incentivar atos democráticos.

IV - O PROJETO
 
 
O projeto consiste em confeccionar um “Jornal Mural” por bimestre. O jornal seria confeccionado por alunos do 6° ao 9° ano sob a coordenação do(a) professor(a) de Informática Educativa e orientados (dependendo da temática da matéria) pelos professores das demais disciplinas. 

   
O “Jornal Mural” seria dividido em sessões e estas divididas entre as turmas. Cada turma, por sua vez, decidiria entre seus alunos a função de cada um. 





Seções do “Jornal Mural Interdisciplinar” 





1. O COLÉGIO É NOTÍCIA (Orientações da Coordenação Pedagógica – Ed. Infantil e Ens. Fundamental)     
►Seção dedicada à divulgar os acontecimentos ocorridos ou que irão ocorrer no colégio – projetos, atividades, festividades, etc. – tanto da Ed. Infantil quanto do Ensino Fundamental.
 
2. ENTREVISTA DO BIMESTRE (Orientações da Professora de Português)     
►Seção dedicada a biografia e entrevista de determinada personalidade. 



3. NOTICIÁRIO (Orientações do Professor de Geografia)    
►Seção dedicada à no mínimo 4 notícias atuais, sendo necessariamente 1 sobre o bairro, 1 sobre o município, 1 sobre o país e 1 sobre o mundo.
 
4. CIÊNCIA E TECNOLOGIA (Orientações dos Professores de Ciências e Informática)
►Seção dedicada à ciência e tecnologia – curiosidades, saúde, utilização das tecnologias, etc. com no mínimo 1 matéria para cada tema.
 
5. TÚNEL DO TEMPO (Orientações do Professor de História)     
►Seção dedicada a acontecimentos do passado contados como se fosse uma notícia, ou seja, em texto jornalístico.
 
6. CULTURA + AGENDA CULTURAL (Orientações dos Professores de Artes e Inglês)    
►Seção dedicada a matérias com temáticas culturais, como música, teatro, cinema, artesanato, poesia, etc. Junto a essa seção, deve haver a AGENDA CULTURAL com divulgação dos eventos do bimestre (shows, filmes e peças em cartaz, exposições, etc.).

7. TURISMO (Orientações dos Professores de Geografia, Inglês, História)    
►Seção dedicada a uma dica de passeio turístico. Essa seção deve conter a história sobre o lugar e imagens (fotos) locais.
 
8. MODA (Orientações da Professora de Artes)     
►Seção dedicada à moda – tendências e ou dicas, devendo conter no mínimo 1 matéria sobre o tema.
 
9. ESPORTE (Orientações do Professor de Educação Física)    
►Seção dedicada ao esporte – notícias sobre campeonatos, esportistas, times, de diversas modalidades. 

10. HUMOR É ARTE (Orientações dos Professores de Artes e Português)       
►Seção dedicada a charges, quadrinhos e contos humorísticos.
 
11. POMBO CORREIO (Orientações da Professora de Português)       
►Seção dedicada a recados entre a comunidade escolar. 



12. FAZENDO AS CONTAS (Orientações do Professor de Matemática)       
►Seção dedicada a questões de utilização da matemática no cotidiano - economia doméstica, comparação de preços, orçamentos, etc.
 
13. COMUNICADOS (esta seção fica de responsabilidade do(a) Professor(a) de Informática      Educativa em conjunto com alguém da Secretaria do colégio)      
►Seção dedicada a comunicados para a comunidade escolar – data de provas, reuniões, feriados, etc.

*A cada bimestre uma turma ficará responsável por 3 seções do jornal, havendo uma rotatividade entre essas seções durante os outros bimestres, para que ao final do ano letivo todas as turmas tenham tido contato com todas as seções. Essas seções serão sorteadas e a cada bimestre serão retiradas do sorteio as seções que a turma já tenha tido contato, até que no último bimestre só restem 3 seções, não havendo necessidade de sorteio.

 
Etapas previstas para o projeto

1- Eleger um aluno representante para cada turma (este aluno ficará em contato direto com a coordenação do projeto);
2- Sortear as seções – os 4 representantes de turma junto a coordenação do projeto farão o sorteio;
3- Os representantes de turma divulgarão o resultado do sorteio e cada um, com a orientação e supervisão do professor que estiver em sala de aula, junto a sua turma decidirá a formação dos 3 grupos e o que cada um fará dentro de seu grupo;
4- Após as decisões sobre os grupos e a função de cada aluno, os representantes terão que passar para a coordenação do projeto um relatório com estes dados;
5- Os alunos terão uma semana para trazerem sugestões para as matérias e entre a turma deverá ser decidido quais entrarão no jornal;
6- Decididas as matérias para o jornal, os alunos farão suas pesquisas, fotografias, entrevistas, textos, desenhos, enfim, todas as atividades necessárias, coleta e produção de material, para a confecção das matérias;
7- Com o material coletado e ou produzido, os alunos devem procurar os professores adequados (de acordo com a temática da matéria) para que estes verifiquem o conteúdo e possam dar suas orientações;
8- Dadas as orientações, de acordo com elas, os alunos farão as adequações necessárias. Aqueles que não tiverem nenhuma adequação a fazer, poderão passar para o próximo passo;
9- Tudo visto e revisto, sem nenhuma pendência, o próximo passo é passar todo o conteúdo do jornal para o meio digital – textos e imagens – trabalhando digitação, edição de imagem e diagramação das matérias nas aulas de Informática Pedagógica;
10- Tendo todo o material do jornal pronto em meio digital, a professora de Informática Pedagógica organizará o conteúdo para a impressão e confecção do “jornal mural”.

*Mesmo não estando concluídas as matérias para o “Jornal Mural”, se não houver nenhuma outra atividade para ser feita no Laboratório de Informática, os alunos poderão usar o horário das aulas de Informática de sua turma para dar andamento ao projeto normalmente.
 
*Cada matéria deverá ser formatada para caber em no máximo 2 folha de papel A4, podendo ocorrer algumas exceções, que serão analisadas pela coordenação junto aos professores orientadores, que poderão ser liberadas para ultrapassar este limite.
 
*Nas matérias deverá constar:
  • Para matérias: nome do autor(es);
  • Para imagens: legenda e nome do autor(a) - fotografia e ou figura; 
  • Textos ou imagens que não forem de autoria própria: citar a fonte e autores; 
  • Nome dos professores orientadores; 
  • Data; 
  • Turma.
Avaliação
 

  
A cada bimestre, dependendo das disciplinas que forem incluídas no projeto, sugere-se que, se dê até 1 ponto para o desenvolvimento individual e até 3 pontos para o desenvolvimento da turma no projeto – dependendo de cada professor(a) a decisão final.
 


 


Materiais a serem utilizados

   
Para confeccionar o “Jornal Mural Interdisciplinar” será necessário: 

- 01 mural de cortiça com no mínimo 4m2 (2x2), sendo ideal um de 9m2 (3x3); - Impressora; - Toner ou tinta (para impressão colorida);
- Papel A4 (branco); - Emborrachado (diversas cores);   
- Papel silhueta (diversas cores);  
- Papel laminado (azul e prateado);  
- Papel camurça (diversas cores);  
- Cola quente (com pistola apropriada);  
- Alfinetes (na cor preta ou azul).




“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.”
 Paulo Freire – Pedagogia da autonomia 

sábado, 23 de abril de 2011

Educação não é mercadoria

       Educação não é mercadoria é uma leitura recomendada para aqueles que ainda se indgnam com os caminhos que a Educação Brasileira tem tomado ao longo dos anos.

       Interessantíssimo. Mesmo sendo de 2009, os textos continuam refletindo a atualidade (o que pode significar que as coisas tenham piorado ou estacionado...). Nos mostra através da visão de alguns especialistas em Educação, o quanto o sistema em que vivemos influencia nosso modo de vida contaminando até mesmo (ou seria tão óbvio assim?!) os mecanismos e metodologias educacionais. O que fazer?! Tudo tem que ser lucro e competição?! Tem que se lucrar até com a educação?! E as consequências?! Quem vai pagar o prejuízo?!

      É necessário, ao menos debater, pensar, buscar meios e soluções, ao menos tentar já é um bom início. Afinal, Educação não deveria ser mercadoria!

     
     Para melhor entender, segue abaixo, texto de apresentação da publicação retirado do site de Ivan Valente


Publicação do Mandato do deputado Federal Ivan Valente, reunindo textos de diversos especialistas sobre temas da conjuntura educacional brasileira.


Textos:

  • A educação como direito de todos e todas – Ivan Valente
  • Educação infantil de qualidade: Direito das crianças e das famílias - Joseane Bufalo e Paulo Bufalo
  • A “reforma” do ensino médio ou a retórica da inovação – Eduardo Garcia C. do Amaral
  • A Conferência Nacional de Educação – e os desafos para o novo PNE - Luiz Araújo
  • O ensino a distância e a lógica mercantilista na educação - Debate: César Minto, Ivan Valente, João Zanetic e Lisete Arelaro


Apresentação


     As políticas neoliberais vêm, desde a década de 80, atacando a educação pública. Nessa lógica, esse direito passa a ser tratado como um segmento de mercado, diferenciado de acordo com o perfil econômico da “clientela”, e deve, portanto, ser gerido de forma empresarial e marcadamente competitiva.

     Ainda que todos e todas se manifestem sobre a importância da educação pública, percebe-se claramente que o projeto, seguindo as orientações dos organismos internacionais, é a redução da estrutura do Estado e a terceirização e privatização de todos os serviços ligados às redes de ensino, além do incentivo à criação e potencialização de mercados como o de apostilas, materiais pedagógicos, equipamentos escolares e até de cursos de formação continuada e aperfeiçoamento dos profissionais.

     Para alcançar êxito nesse projeto, os governos têm utilizado sistematicamente os meios de comunicação, via um discurso ideológico que procura demonstrar que os problemas da educação nacional são devidos a uma suposta falta de competência dos profissionais e uma ineficácia na gestão escolar. Justifcam, assim, a ideia de que a solução é reorganizar as nossas escolas segundo um modelo empresarial, baseado no estabelecimento de parâmetros meramente quantitativos e comparativos, jogando a responsabilidade de superação das dificuldades para a comunidade escolar.

     Nos últimos meses, essa política se intensificou com a criação de mecanismos de premiação, que implicam também punição, que desrespeitam os direitos trabalhistas, criando diferenciações e abrindo caminho para o fim da estabilidade e até a terceirização da contratação dos profissionais. De outro lado, a autonomia pedagógica e a gestão democrática das escolas foram eliminadas pela imposição de sistemas apostila dos vinculados a provinhas e provões e pela adesão compulsória aos projetos padronizados movidos pela política de bônus.

     Por fim, vemos também o ameaçador avanço de cursos de formação superior através do ensino à distância, inclusive para a formação inicial de professores, como mais uma forma de precarização e descaracterização da formação profssional. Tal política atende apenas a interesses mercantis e é apontada também como saída para a ampliação,
a baixo custo, de “vagas” em instituições públicas.
Esta publicação do nosso mandato conta com contribuições de companheiros e companheiras que têm significativo acúmulo nesses temas e reconhecida atuação na luta em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade para todos.

    Num momento em que o Governo Federal, tardiamente, de forma burocrática e sem objetivos claros, deu início a uma Conferência Nacional de Educação (CONAE), a publicação procura também aprofundar e contribuir com este debate, já que as etapas municipais e estaduais da Conferência, por seu formato e dinâmica, têm se mostrado insuficientes e
fechadas, ainda que mobilizando um número significativo de pessoas.

     Para que não venhamos a presenciar o fim do direito à educação pública, é necessário reorganizar os movimentos, debater de forma consistente as políticas educacionais e resgatar nossas bandeiras históricas, acumulando forças para o enfrentamento das políticas neoliberais. Com os textos a seguir, esperamos contribuir para essa luta, com a análise de alguns dos pontos mais importantes da atual conjuntura educacional brasileira.

Boa leitura!

Mandato Popular e Socialista
Ivan Valente – Deputado Federal PSOL/SP

domingo, 20 de março de 2011

La Maison en Petit Cubes - Curta-metragem

Título: La Maison en Petit Cubes

Duração:12 minutos
Ano: 2008
País: Japão
Direção: Kunio Katô

      Sou fã de curta-metragens, e estou sempre procurando algo que me surpreenda entre eles, mas posso afirmar que de todos os curtas animados que assisti até o momento. Simplesmente, La Maison en Petit Cubes conquistou meu coração... 

        Emocionante e lindíssimo, o curta consegue nos envolver, comover e nos dizer muito com sua imagem-linguagem tão única, ilusoriamente parecendo uma grande tela pintada a se movimentar nos contando uma história um pouco triste sim, mas carregada de beleza e significados; contando ainda com uma trilha sonora mágica, maravilhosa que nos liga, definitivamente ao mundo daquele senhor tão solitário.


     A história tem como tema central a solidão, a velhice, o passar do tempo e as consequências de nossas atitudes. Decidido, o Senhor Velhinho (resolvi batizá-lo assim, já que o personagem não tem nome e o curta se resume a animação e música), vem resistindo no mesmo lugar (sua pequena casa em sua cidade submersa) ameaçado pelo nível do mar, que não para de subir há tempos e engolira toda sua cidade. Ele, com intuito de resistir ao acontecimento, vai construindo novos andadres em sua casa a medida que o nível do mar vai subindo. 

    Em determinado momento de sua existência ele se dá conta de como passou o tempo ao mergulhar atrás de seu cachimbo, que ao cair na água do mar através de escotilhas que ligam todos os andares da casa construídos até o momento, o transporta para uma aventura ao seu próprio passado. 
     
      A cada nível de profundidade o Senhor Velhinho nos leva junto com ele à uma maravilhosa retrospectiva de sua história de vida. Como ele chegara até ali, as pessoas que fizeram parte de sua vida, a sua cidade que um dia existira: a sua corajosa (ou teimosa?) resistência ao permanecer naquele lugar mesmo com tudo o que acontecera... 


    Quando terminamos de assistir o curta, fica uma estranha sensação de tristeza e compaixão. Nos faz refletir sobre nossas escolhas, e que as vezes, se não formos cuidadosos, podemos deixar os melhores momentos de nossas vidas escaparem de nossas mãos. 


   Ao compartilhar com o Senhor Velhinho a sua história, sinto que algo mudou em mim ao observar as pessoas que fazem parte de minha vida!
    La maison em petit cubes levou o Oscar de animação do ano de 2008 merecidamente.
   Assistam também esse belíssimo curta de animação e descubra o que ele mudará em você!




La maison en petit cubes, de Kunio Katô  levou o Oscar de animação do ano de 2008 merecidamente.





Pedagogicamente, pode-se trabalhar:

  • Paisagem natural e modificada;
  • Mudanças climáticas;
  • Valorização de coisas simples da vida;
  • Consequências de nossas atitudes;
  • As mudanças que ocorrem com o passar do tempo (nos homens - fisicamente e mentalmente - e no ambiente - natural e urbano);
  • Entre outros.

Onde estará a Poesia?

Por Érica de Campos

Talvez muitas pessoas não saibam, mas dia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia. E o que é poesia? Eu não gostaria de definir a poesia tecnicamente, pois é exatamente “isso” que quero evitar. Creio que é mais importante falar sobre a função da poesia. E se ela tem função, qual seria? Eu diria sensibilizar. Essa, para mim, é a função primordial da poesia, principalmente se estivermos falando de poesia na escola, que por muitas vezes deixa a poesia de lado. Em um mundo cada vez mais tão corrido e concorrido como o nosso, ver a vida com um olhar poético fica cada vez mais difícil. Difícil, mas não impossível se quisermos! É preciso retomar, e muito mais que isso, reaprender a ter esse olhar diante a vida.

Quem sabe a pergunta ideal seria “Onde estará a poesia?”. Se me fizessem essa pergunta, eu diria que a poesia está em tudo, está em nós. E se eu não soubesse responder? Acho que poucas pessoas se prontificariam a me responder, elas têm perdido a intimidade com ela... Os textos poéticos, na escola, têm sido usados praticamente como um mero instrumento para vários tipos de tarefas. Tudo é muito mecânico e o prejuízo é grande (embora muitos não se incomodem, ou até gostem disso), pois o contato com a poesia possibilita entre outras coisas educar a sensibilidade promovendo o envolvimento emocional do leitor pela obra. Na verdade, o que falta é um envolvimento maior com a poesia em sala de aula, um envolvimento verdadeiro, partindo da instituição e dos professores (e não só os professores de Português e Literatura, mas os de qualquer disciplina, pois a Poesia pode e deve ser trabalhada interdisciplinarmente), partindo para os alunos e chegando às famílias – a leitura do texto poético exige do leitor mais desprendimento. Não resume-se à simples leitura, é preciso interpretar, imaginar e sentir o quê se lê, a poesia é uma espécie de jogo, desafia e instiga. Mas ainda assim, com todas essas características que deveriam ser atraentes para qualquer um, o que ocorre, infelizmente, é uma rejeição quase generalizada da poesia por parte dos alunos. A escola precisa urgentemente repensar sobre o tema, inserir a poesia na vida de seus alunos de forma mais criativa e prazerosa, levar ao conhecimento deles este universo repleto de possibilidades, tão mágico e tão necessário.

     
     O contato com a poesia pode exercer bastante influência no processo de formação do indivíduo e de seu desenvolvimento intelectual, ampliando suas possibilidades de comunicação verbal e corporal. A poesia é capaz de tornar  visível algo abstracto como, por exemplo, os sentimentos e emoções em relação ao que se vive, ao que se sonha e pensa: admirar, pensar, analisar, concluir, ou seja, a poesia, no final das contas, estimula e desenvolve o espírito crítico. Não é à toa que há muito Aristóteles (e mais tarde Tomás de Aquino comentando-o) diria que “o poeta assemelha-se ao filósofo”.




          Poesia é vida, é arte. Sendo assim, meu caro leitor, peço, carinhosamente, que reviva o poeta ou a poetisa que há em você! Viva a Poesia que há!



*Texto de Érica de Campos - publicado em março de 2011, na Coluna Educação do jornal mensal A Voz do Lojista Meritiense - jornal de circulação no município de São João de Meriti/RJ.

*Imagens de Daniel Bueno, do livro de Fábio Yabu, com ilustrações de Daniel Bueno "Apolinário - O homem dicionário" (Editora Panda Books, 2011).