terça-feira, 29 de novembro de 2011

AIDS ZERO – O DESAFIO ATÉ 2015…



O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1º de Dezembro, foi criado em 1988 durante um encontro internacional de Ministros da Saúde, reunidos em Londres, e logo foi adotado por diversos países.  Desde então, a data teve como objetivo promover uma reflexão sobre os progressos e conquistas na luta contra o HIV e Aids, além de criar sensibilização e mobilização para o enfrentamento de desafios novos e remanescentes.


            Conforme agenda política assumida por vários países na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) em junho de 2011 com vistas a Intensificar esforços para eliminar o HIV e Aids no mundo. Os integrantes do movimento social e comunitário do Rio de Janeiro, Coletivo formado por entidades de lutas e ativismo, através dos Grupos Fanchonos, Pela Vidda-RJ, Arco-Íris, Instituto Arco-Íris, TransRevolução e RedTrans Brasil  através de Ato Público, vem tornar visível a sociedade, o avanço crescente de novos casos, a banalização da epidemia no Brasil e no mundo, e os atuais desafios vivenciados em 2011 e as perspectivas no enfretamento até 2015. Nesse sentido denuncia-se a falta de cumprimento das políticas públicas para o devido controle da epidemia, a ausência de investimentos na melhoria dos serviços para promover maior auto-estima e qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e Aids e políticas para garantir o exercício pleno da cidadania.

            A agenda 2011 não é de celebração, mas uma ampla reflexão para garantir a vida e a dignidade das pessoas vivendo com HIV e Aids em todo o mundo.

  • Atualmente no mundo 33 milhões de pessoas vivem com Aids (UNAIDS/2011) e no Brasil segundo o Ministério da Saúde existe 630 mil pessoas com Aids (2011) mas estima-se que tenhamos mais de 1,5 milhão de pessoas com HIV e Aids;
  • A maioria das pessoas infectadas pelo HIV vivem em países pobres;
  • Atualmente, nem todas as pessoas vivendo com HIV e Aids tem acesso a tratamento digno e satisfatório;
  • A epidemia de Aids não acabou.  Todos os dias são registradas mais de 7 mil novas infecções e muitos só vão descobrir o seu diagnóstico já doentes. Pessoas adoecem e morrem de Aids todos os dias;
  • Das novas infecções por HIV no mundo 34% está entre jovens de 15 a 24 anos e no Brasil o maior aumento tem sido entre jovens gays, travestis e mulheres jovens de 13 a 19 anos.  A maioria dos casos encontram-se nos grandes centros;
  • As travestis e transexuais ainda vivenciam sérios problemas de exclusão, vulnerabilidade e dificuldades no acesso aos serviços de saúde;
  • Vidas humanas são sacrificadas diariamente no mundo para preservar o monopólio, o capital e o lucro exorbitante dos laboratórios farmacêuticos multinacionais;
  • Qualquer pessoa pode pegar Aids.  Não existe “grupo de risco”.  Hoje todos podem contrair HIV e Aids;
  • A Aids deixou de ser apenas um problema de saúde e se transformou num problema social e que requer respostas mais ágeis e comprometidas dos gestores da saúde;
  • O Estado do RJ, ainda apresenta dados abaixo da média e inadequados em relação as campanhas de testagem e de diagnóstico. Continuamos enfrentando problemas sérios na assistência aos doentes de Aids e a crescente deficiência de médicos infectologistas na rede do SUS;
  • O Rio de Janeiro precisa com urgência de maior atenção pelos gestores de saúde para cumprimento das ações pactuadas nas instâncias do SUS como: Integralidade no tratamento, assistência integral, acesso e humanização no tratamento de Aids; Cumprimento da Portaria acerca dos problemas decorrentes da Liposditrofia, Implementação da Política de Profilaxia Pós Exposição (PEP) para grupos mais vulneráveis, reprodução assistida para casais sodiscordantes entre outros.
  • Temos que reunir esforços de toda a sociedade para uma ampla campanha de prevenção, informação e solidariedade;
  • As pessoas vivendo com Aids merecem viver com respeito, dignidade e cidadania. Não podemos tolerar nenhuma forma de preconceito e discriminação. Todos tem direito a vida!

►AGENDA POLÍTICA:

01/12/2011 – Ato Público na Praça da Cinelândia das 16:00 às 20:00 em parceria com coletivo de entidades e lideranças sociais do Rio de Janeiro.

Proposta de Instalação:

16:00 às 19:00 – Ocupação da escadaria da Câmara Municipal e organização do Ato Político; Construção de materiais (mosaico da bandeira nacional com frascos de antirretrovirais e outros materiais); performances teatrais e distribuição de material informativo e de prevenção;

19: 00 às 20:00 – Lanternas, velas e Ato Político em apelo a Campanha Mundial da Organização das Nações Unidas com vistas a proposta dos 3 zeros: Zero de novas infecções, Zero de preconceito e discriminação e Zero de novas mortes decorrentes do HIV e Aids. Proposta da campanha regional coordenada pela Rede Latinoamericana de Ações Voluntárias em Hiv e Aids – RedLacVo+.


Apoiadores e colaboradores: SMSDC/Gerência Municipal de DST e Aids do Rio de Janeiro,ABIA, FIOCRUZ/IPEC/IPREX na prevenção, Laboratório de Educação e Imagem da UERJ, RedLacVo+, Grupo SOS Vida de Petrólis e Netgay.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Projeto de Lei 267/11

    Quer queiramos ou não, a falta de respeito, a desvalorização e até mesmo a violência contra os profissionais de educação tem sido algo perceptível na sociedade como um todo, e não seria diferente em sala de aula. É muito fácil escutar relatos de profissionais de educação sobre situações do gênero. 


   Resolver essa "situação" não é tão simples, ao meu ver seria o caso de uma reeducação social, a começar pelo estado valorizando os profissionais de educação. Seria um caso para uma reformulação educacional, uma mobilização de todos os setores da sociedade, o que demoraria algum tempo para se concretizar ainda que se iniciasse imediatamente e com seriedade.

    Fui surpreendida hoje pela notícia de um projeto de lei que prevê punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. Há quem concorde e quem não concorde, mas sinceramente, apesar de acreditar que isso não seria a solução, acredito que este é um passo importante e que demonstra que de certa forma há quem comece a se preocupar em pensar o nosso sistema educacional em busca de um olhar que  se  adeque à realidade do cotidiano escolar brasileiro, ou seja, mais atualizado por assim dizer.

*No site VOTENAWEB você pode votar e acompanhar o projeto, além de acessá-lo na íntegra.

Espero que esse projeto seja analisado e discutido de forma séria e relevante, sem politicagens e que sejam tomadas as melhores decisões a respeito para que não haja prejuízos e sim avanços para o sistema educacional e a nossa sociedade como um todo.


Projeto de Lei 267/11


   A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.


   Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente.


   A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.


   De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.


   O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


domingo, 30 de outubro de 2011

LANÇAMENTO DA BLOGNOVELA E EXPOSIÇÃO "LAPA GIRL"



    Pessoas, segue uma boa oportunidade para quebrar a rotina de uma segunda-feira...

    Estão todos convidados para o lançamento da Exposição e Blognovela "Lapa Girl", que estou realizando junto com um grupo de jovens no coletivo criativo Palavra Digital na Escola Livre da Palavra.

    Quem puder e estiver afim é só comparecer à Rua Teotônio Regadas, 26 - Lapa/RJ, no dia 07/11 a partir das 19h.

  Estão programadas performances artísticas, sarau, exposições, vídeo-arte... Enfim toda a produção dos grupos Palavra Digital e Palavra Plástica, que estão trabalhando em parceria pra isso dar certo desde junho deste ano. O resto é surpresa! 

Não percam, venham conhecer a LAPA GIRL! Vale conferir!

domingo, 23 de outubro de 2011

Feira de Livros de Nova Iguaçu



     Pessoas, NÃO PERCAM!!! Na próxima segunda, dia 24/10, a partir das 14h acontece a abertura da Feira de Livros de Nova Iguaçu com um evento literário organizado em parceria com a Baixada Literária, a Secretaria de Cultura e a ABL. 

Abaixo segue um um pouco da programação:

☻Lançamento de livro infantil de autora mirim de Duque de Caxias;
☻Homenagem de jovens ao grande autor Solano Trindade;
☻Contação de histórias;
☻Declamações de poesias de autores iguaçuanos

Não percam! A Feira de Livros de Nova Iguaçu seguirá até o dia 24/11
*Local: Praça Rui Barbosa, Centro - Nova Iguaçu/RJ

domingo, 16 de outubro de 2011

Rock educativo - Conheça a banda Sujeito Simples

Banda de Rock Educativo - Sujeito Simples


    A gente sempre tenta inovar em sala de aula, fica pensando em coisas mirabolantes, mas eu nunca tinha imaginado algo assim. Hoje me surpreendi com um link que me mandaram pelo Faceboock. Era um vídeo da banda SUJEITO SIMPLES. E se você imaginou que esse nome poderia ser um trocadilho com a Língua Portuguesa, é isso mesmo, Sujeito Simples é uma banda educativa, apresenta um estilo inédito: "Rock Educativo"! 

    Eu achei isso o máximo, eles fazem músicas que tem como tema a Língua Portuguesa. Torço para que dê certo e que iniciativas como essa se multiplique, pois esta se torna mais uma ferramenta para os professores lançarem conteúdo de maneira diferenciada, sair da rotina... Já pensou? Em breve poderíamos nos surpreender com bandas intituladas "Fómula molecular" falando de Química ou "Valor de Pi" ensinando Matemática, quem sabe "Estrutura Geológica" para falar de Geografia... Imagino eu que os alunos gostariam bastante dessa novidade, eu acho que se tivesse esse recurso na minha época teria sido muito mais divertido aprender!

    O slogan que eles usam é ótimo: Sujeito Simples - A banda que canta a sua língua! Eles vendem materiais relacionados (Cd e revista) no site deles e no YouTube você encontra seus clipes, aliás, muito bem feitos. Fiquem agora com dois dos que eu mais curti, segue um rock com "Advérbio" e um Reggae  com "Pronomes pessoais". Aprendam sobre e divirtam-se!





► Site oficial: Banda Sujeito Simples
► YouTube: Canal Banda Sujeito Simples
► Twitter: @_sujeitosimples
►Faceboock: Sujeito Simples

sábado, 15 de outubro de 2011

Uma boa lembrança escrita à Giz (ou Feliz Dia dos Professores)

*Para o Professor Pedro Ivo.


"Eu rabisco o sol que a chuva apagou..."


    Me lembro como se fosse hoje a palavra Giz escrita à giz no quadro-negro e o Professor Pedro Ivo olhando para a turma e a gente sem saber o que viria (eu já sabia que seria bom!). Uns segundos de silêncio se fizeram e depois veio o seu discurso meio que emocionado sobre como a música Giz (do álbum O descobrimento do Brasil, 1993 - Legião Urbana) o havia tocado - cantarolava em meio suas divagações sobre a simplicidade do tema e da melodia, ele estava simplesmente encantado e acabou me encantando também, pois essa se tornou uma das melhores lembranças da minha vida escolar...

     Todos nós temos um professor (ou professora) inesquecível. Pedro Ivo foi o meu professor de Geografia da 6ª à 8ª série (atualmente diria do 7º ao 9º ano). Paraense, apaixonado por sua profissão e pelo Brasil, dedicado aos alunos, com ele aprendi muitas coisas importantes que hoje me inspiram como educadora, dentre elas ter disciplina, responsabilidade e ter paixão pelo que faz. Para quem quer que o visse em sala de aula ficava óbvio o seu amor pela educação: Lançando conteúdo, chamando a atenção da turma ou fazendo um discurso indignado com alguma situação em questão na sociedade, eu ficava sempre maravilhada, ele era para mim o melhor professor de todos e até hoje é uma de minhas melhores referências, ele sempre rabiscava o sol quando a chuva o apagava.

     Posso dizer que foi com o professor Pedro Ivo que comecei a desenvolver meu pensamento crítico (na verdae com ele e com o professor Fernando, que dava a disciplina de Português na mesma época) através de atividades envolvendo o conteúdo a ser dado com folclore brasileiro, música, literatura e cinema - Lembro-me de ter ficado super feliz em acertar uma questão lançada em sala de aula onde pedia para justificarmos a frase "Moro num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza" - País tropical de Jorge Ben. Foi nesta época que comecei a escutar (querendo interpretar as letras) entre outros, Legião Urbana, Cazuza, Raul Seixas, Caetano Veloso, Chico Buarque... Enfim, foi nesses três anos que as coisas começaram a querer fazer sentido à minha volta, os questionamentos começaram a brotar na minha mente e o hábito por procurar o conhecimento também fora da sala de aula iniciou - livros, músicas e filmes se tornaram para mim os meios mais prazerosos de aprendizagem.

     O que eu queria deixar aqui como mensagem, neste dia especial, é que um professor pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa, mas nem sempre isso é reconhecido pelo estado ou pela sociedade. Muitas vezes nós mesmos (profissionais da educação) nos diminuimos perante outras profissões. Eu sei, está cada vez mais preocupante o retrato da Educação em nosso país, mas também sei que enquanto houver professores que amam sua profissão como o inesquecível Pedro Ivo mais crianças terão boas lembranças e referências em seu futuro assim como aconteceu comigo. É preciso mantermos a esperança viva, rabiscar o sol todas as vezes que a chuva apagá-lo...

Um Feliz dia dos Professores para todos nós!!!



*Professor Pedro Ivo, onde quer que estejas (e espero que estejas muito feliz), fica aqui o meu muitíssimo obrigada por seus ensinamentos e pelas boas lembranças, pelo exemplo de profissional que me destes.


Não há como ouvir Giz e não lembrar do Professor Pedro Ivo.
Espero que esta música te dê também boas lembranças.



♫♪ "Quero que saibas que me lembro, queria até que pudesses me ver.
És parte ainda do que me faz forte..." ♪♫ 


Giz - Legião Urbana (ao vivo)


Giz 
(Renato Russo, Dado Villa-lobos e Marcelo Bonfá - Legião Urbana)

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei

(Quando quero....
Quando quero...
Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Um Dia das Crianças inexplicável (ou Eu e Pretinha)

*Para Pretinha (muito obrigada por me ligar à criança que existe em mim!)
 
Pretinha
    Feriado. Arrumando meu quarto, limpando tudo, hoje me deparei com a realidade de que minha primeira boneca está ficando careca, seus cabelos caem conforme mexemos neles.

   Ela foi a única lembrança física da infância que guardei comigo, tive mais uma ou duas bonecas naquele tempo, mas essa era a única que me divertia, ela era a única boneca que guardava no coração junto com a pipa, o videogame, a bola-de-gude, a bicicleta, o playmobill, a caixa de lápis de cor, os livros de histórias, o lego, a bola, a queimada e o “pique nosso de cada dia”. Talvez por ser mais velha que eu (apesar dela ter sido minha primeira boneca, eu não era sua primeira dona), era minha amiga: tinha os olhos cor de mel que eu invejava e o “cabelo duro” igual ao meu, eu sabia podia confiar nela.


    E agora seu cabelo caia e eu nem tinha me dado conta disso antes. Sinto-me culpada. Abandonei-a, é fato. Talvez eu tenha esquecido da criança que há em mim... Por isso resolvi recuperar-me num tempo perdido – era preciso me encontrar criança alegre novamente. Hoje é Dia das Crianças, o dia perfeito.


     Dei banho na Pretinha (esse é o seu nome) com xampu e condicionador, lavei sua roupa com sabonete. Na hora de secá-la fui com cuidado para que não caísse tanto cabelo assim, mas como sua dona, seus cabelos caem, mas não o suficiente para que se perceba tanto! Ela ficou cheirosinha, como nos velhos tempos, ela ficou feliz assim como eu. Passei sua roupa quando secou e a vesti. Enfeitei seu cabelo, a perfumei e coloquei-a na prateleira do quarto junto aos meus livros preferidos. Tiramos uma foto para o blog e estamos aqui. Ganhamos o dia!
 
Eu e Pretinha

     Assim foi minha (nossa) manhã e um pedacinho da tarde de hoje. Encontrei comigo mesma criança. Foi um encontro inexplicável, maravilhoso e renovador, tanto para mim quanto para Pretinha.

     É preciso, ao menos por vezes, exercitar nossa criança para que ela também não envelheça. Eu sei que nesse nosso mundo atual isso pode parecer difícil em meio a tantos afazeres e informações, até mesmo as crianças estão esquecendo (ou desaprendendo?!) de sê-las. Mas é preciso acreditar, afinal, esse dia representa muito – Alegria, energia, saúde e paz: Esperança num futuro melhor!



Desejo a todos no dia de hoje, e sempre que possível, que assim como eu, encontrem-se crianças novamente!

domingo, 9 de outubro de 2011

FÓRUM PERMANENTE DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DA JUSTIÇA TERAPÊUTICA

O Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica, em comemoração ao dia das crianças, promove: ENCONTRO COM AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES






TEMA: SAÚDE, JUSTIÇA E QUALIDADE DE VIDA
LOCAL: Auditório Antonio Carlos Amorim (Av. Erasmo Braga, 115/4° andar - Palácio da Justiça, Centro/RJ)
DIA: 10 DE OUTUBRO DE 2011
HORÁRIO: DAS 9H ÀS 12.30H
*Entrada permitida somente para maiores de 10 anos



Mesa de Abertura


Dra. Ivone Ferreira Caetano
Presidente do Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica e Juíza de Direito Titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca da Capital/RJ

Desembargadora Leila Maria Carrilo Cavalcante Ribeiro Mariano
Diretora da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ


9h – Mesa Redonda: “Saúde, Justiça e Qualidade de Vida”

Dra. Ivone Ferreira Caetano
Presidente do Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica e Juíza de Direito Titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca da Capital/RJ

Dra. Maria Cristina Milanez Werner
Psicóloga, sexóloga, terapeuta de casal e família e Mestre em Psicologia Clínica – PUC/RJ

Dr. Jairo Werner
Médico Psiquiatra

Dr.ª Maria Aglaé Tedesco Vilardo
Juíza de Direito, Doutoranda em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva ( em associação com a UERJ, UFRJ, UFF E FIOCRUZ)

12h30min – Encerramento

domingo, 10 de julho de 2011

Antologia I - Revista de Poesias

Eu já deveria ter feito essa postagem, aliás estava me devendo, mas por preguiça talvez,
eu não a tenha feito antes! Bem, nunca é tarde!


Antologia  I da Revista de Poesias, livro lançado pelo selo futurArte da Editora Multifoco:
Apresentação mais cinco poesias de cada poeta.

     No dia 1° de maio, às 19h no Casarão da Editora Multifoco - Lapa/RJ, iniciava a festa de lançamento da Antologia I da Revista de Poesias da qual faço parte com mais 30 poetas de diferentes lugares do Brasil, tendo como mestres de cerimônia J.L. Semeador de Poesias e Regina Zamora (lindíssima!).

Convites para o lançamento da Antologia


     Inesquecível. Assim poderia adjetivar esse dia para mim. Primeira publicação e primeira apresentação ao público, pois fiz questão de me apresentar (com minha amiga Letícia Buendia, fizemos uma apresentação de Poesia & Percussão) também, queria participar de tudo! Na presença de minha família, amigos e muitos poetas e artistas, pude realizar e festejar (com muita ansiedade e alegria) esse lindo sonho, naquela bela noite.

Eu conversando com o espelho: muita ansiedade antes da apresentação!

    Aliás, noite que não teria se realizado para mim se não fosse minha querida amiga Letícia Buendía apresentar-me ao poetíssimo J.L. Semeador, que me apresentou ao atencioso Antônio Poeta (realizador do projeto) que me convidou para a Revista de Poesias, onde tudo começou...


♥ Primeiro, minha apresentação ao público: Agradecimentos, depois recitando Tudo Passa (uma das minhas poesias na Antologia I da Revista de Poesias) ♥
*Regina Zamora e J.L. Semeador ao fundo - Mestres de Cerimônia




♫♪ Minha apresentação com Letícia Buendía: Poesia & Percussão ♪♫
*Eu, recitando Cabeça e Coração e Letícia no cajon (tocando uma música inspirada no Toque de Xangô)





     A Poesia sempre se manifestou em mim como uma maneira de dizer ao mundo o que eu não conseguia falar ou demonstrar de outras formas: é essencial, diria hoje, fisiológica. Participar desse momento junto a tantas pessoas maravilhosas, tais como Guida Linhares por exemplo, foi uma experiência insubstituível e mágica.

Regina Zamora, Guida Linhares e J.L.

    Não imagino o que será daqui para frente, mas gostaria de agradecer imensamente a todos os que participaram direta ou indiretamente desse capítulo da minha história: à Editora Multifoco pela iniciativa, à Letícia Buendia pela força e parceria; ao Jl e ao Antônio Poeta pelo convite, insistência e por fazerem com que eu acreditasse em mim; à Glorinha Gaivota pela atenção e preocupação, à Regina Zamora pela recepção e carinho; ao Eduardo Pais pela paciência e apoio, aos meus amigos presentes fisicamente e mentalmente pela força e apoio; e principalmente à minha família - mãe, pai, irmã e irmão - pela força e apoio incondicionais: sem eles nada seria possível!

Antônio Poeta e J.L. - Os culpados de tudo!
Família e Namorado (preocupado em registrar tudo!) lá em cima e os amigos cá embaixo!
Eu e Letícia Buendía - Após nossa apresentação. Valeu Lelê Percussa!
Minha mãe (Dona Dalila) e meu pai (Seu Josafá): Minha fortaleza, meu orgulho.

     Para quem tiver interesse, vale conferir o livro. Não porque participo dele, mas pela bela poesia de mais 30 poetas que estão nele, pela sua proposta - "Um livro de qualidade absolutamente gratuito" diz Antônio Poeta, a caminho da segunda antologia, essa sua vontade esta sendo realizada a cada dia. Sucesso para todos nós!

*Quem tiver interesse em adquirir o livro, é só fazer a encomenda, entrando em contato pelos e-mails:
ericadecampos@hotmail.com  ou  ericadecampos.pedagoga@gmail.com

ANTOLOGISTAS PARTICIPANTES:

01►André Anlub - Rio de Janeiro/RJ
02►Di Assis – Rio de Janeiro/RJ
03►Athayde (João) – Piracicaba/SP
04►Conceição Bentes – Natal/RN
05►Dalvalene (Maria) – Natal/RN
06►Dorothy de Castro – Congonhal/MG
07►Elcio Moras – São Paulo/SP
08►Érica de campos – Nova Iguaçú/RJ
09►Glorinha Gaivota – São João de Meriti/RJ
10►Graciela da Cunha – Santa Maria/RS
11►Guida Linhares – Santos/SP
12►Gustavo Drummond – Sete Lagoas/MG
13►Janete do Carmo – Palestina/SP (In memoriun)
14►Machado de Carlos – Ribeirão Preto/SP
15►Marçal Filho – Itabira/MG
16►Maria Barros – Rio de Janeiro/RJ
17►Marinete Silva – Vitória/ES
18►Mary Bueno (May) – Rio de Janeiro/RJ
19►Mi Lorent – Porto Ferreira/SP
20►Nancy Amorim – Região dos Lagos/RJ
21►Nice Ventura – Região dos Lagos/RJ
22►Patricia Neme – Mudando de cidade/Goiás
23►Poetano ( Paulo Alvarenga) – Ribeirão Preto/SP
24►Regina Pessoa – Porto Alegre/RS
25►Rita Encinas – São Bernardo/SP
26►Rose Feliciano – Londrina/PR
27►Valquiria Cordeiro – Piracicaba/SP
28►Vera Helena – Vila Velha/ES
29►Verluci Almeida – Batatais/SP
30►Frodo Oliveira (Editor Chefe da Multifoco) – Rio de Janeiro/RJ
31►Antônio Poeta (Organizador da Antologia) – Rio de Janeiro/RJ


Confira a festa de lançamento da Antologia I da Revista de Poesias 
(dividida em 8 partes)


1ª Parte



2ª Parte (eu apareço aqui!)



3ª Parte (eu apareço aqui também!)



4ª Parte



5ª Parte




6ª Parte



7ª Parte



8ª Parte (última)

domingo, 3 de julho de 2011

3 Américas - Documentário

3 Américas, documentário de Alex Araújo.

     Dia 18 de junho, Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, aula de audiovisual para educadores. O professor Clayton Leite mais uma vez ele surpreende nos apresentando Alex Araújo, cineasta, disposto a compartilhar seu conhecimento e experiência com a turma, e melhor ainda, assistiríamos 3 Américas - um documentário feito por ele, e depois, logicamente, poderíamos bombardeá-lo com perguntas, discutir sobre o tema, ou seja, estava armada a sabatina! 

Professor Clayton Leite e Alex Araújo.

    Pois é. Abrindo um parênteses, eu tenho que falar um pouquinho do Professor Clayton Leite. Aliás, não sei se ele tem formação específica para docência, mas essa aqui não seria a questão, pois ele simplesmente é um ótimo professor ao meu ver. É aquele que não dá o conteúdo mastigado, mas conduz para chegar a determinado ponto. Ele faz com que cheguemos a conclusão por nossa conta. Acredito mesmo que é bem por aí: quantas indicações de livros, filmes, sites, nomes, links ele traz em todas as aulas, aliás sempre diferentes, agradáveis e enxutas. Em menos de dois meses conheci muita coisa bacana e diferente, e o melhor de tudo, úteis para o crescimento profissional e pessoal. Basta ficar atento e saber "pescar" cada informação, com ele não há desperdícios!

    Bem, voltando ao assunto... Simpatissíssimo e atencioso, Alex nos deu uma super aula sobre cinema (basicamente a aula se focou na importância e nas diferenças entre  D. W. Griffith e Serguei M. Eisenstein) , e depois de assistirmos o seu documentário foi todo ouvidos para os nossos questionamentos, e nos contou que a ideia de fazer o documentário surgiu da observação do trajeto que fazia todos os dias para ir à faculdade, pois como morador de Campo Grande indo para a Barra da Tijuca, ele passava necessariamente todos os dias na Avenida das Américas e obviamente notou as diferenças que iam acontecendo ao longo do  percurso - uma avenida que começava mal asfaltada, sem sinalização e sem acostamento, com comércio e casas pequenas e as vezes até mal construídas, se transformava em quatro pistas bem asfaltadas e sinalizadas, cercada de luzes, condomínios e prédios bem feitos, shoppings gigantescos ostentando uma falsa paisagem norte americana.

Alex Araújo, cineasta - Diretor de 3 Américas

   Além disso,  pudemos saber, entre outras coisas, sobre a finalidade do documentário (trabalho de conclusão de curso - Cinema na Universidade Estácio de Sá) como foi escolhida a trilha e qual o processo para que consiga a autorização para tal, sobre determinadas situações na filmagem de determinadas cenas, o processo de edição e montagem, enfim, todas as dificuldades e facilidades que Alex teve em sua experiência com 3 Américas nos foi passado, o que facilitou na discussão que houve após a exibição do documentário, pois além de elaborarmos nossas próprias impressões, pudemos compartilhá-las com o idealizador que estava ali presente - simplesmente uma experiência única e proveitosa.

Turma de audiovisual para educadores - Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu

    Com a trilha sonora do Mundo Livre S/A (aliás, confiram a letra, escolha perfeita: Ultrapassado e Soy loco por Sol) o documentário 3 Américas me conquistou já nos primeiros segundos. Na verdade, a proposta do 3 Américas é fazer uma analogia entre a Avenida das Américas (Rio de Janeiro) e o Continente Americano, ambos  "divididos", não só territorialmente, mas  culturalmente, socialmente e principalmente economicamente.  Através de um "passeio" ao longo da Avenida das Américas, o documentário mostra personagens diversificados para pontuar essas diferenças, diferenças essas claramente mostradas, por exemplo através de respostas para uma simples pergunta sobre o maior sonho deles -  enquanto um personagem responde "Meu maior sonho irmão, é ter uma casa digna." a outra diz "Tudo que eu sempre quis eu tenho."

     A meu ver, o documentário nos mostra o caos social brasileiro usando a Avenida das Américas (Rio de Janeiro) como exemplo, buscando justificativas na História, com o depoimento de historiadores (Paulo Duarte e Silvia Oroz), desde o processo de colonização até a situação atual de exclusão social em que vivemos. E reafirmando esse caos nos personagens moradores dessa avenida, representantes da sociedade brasileira com suas diferenças sociais marcadas por sua aparência, fala, história de vida... Paralelamente, também mostra uma preocupação, ou melhor dizendo propõe uma reflexão sobre o sistema capitalista e sua influencia na vida das pessoas: alienação cultural (independentemente de situação econômica, ainda que por motivos distintos ou não), consumismo, a obsessão pelo modo de vida americano (estadosunidense), abismo socioeconômico, enfim, enquanto um grupo discute as causas, o outro sofre as consequências.
     Uma fala muito marcante e pessimista, que para mim resume bem o que o documentário mostra, é  a fala da moradora, que representa por assim dizer, a elite da Avenida das Américas,  Dayse: 

"Quem tem continua tendo muito e quem não tem continua ralando, acordando as quatro da manhã pra trabalhar. E agente convive com isso aqui sim. A Avenida das Américas, enorme como ela é, tem essa parte da Barra da Tijuca, maravilhosa, primeiro mundo e tem o restante da Avenida das Américas que acho que é uma quilometragem muito maior, que é um nível social bem mais baixo, é o pessoal que não tem condição, que vem prestar serviço na Barra da Tijuca: é a diarista,  é o pedreiro, é o que faz obra de emergência nos condomínios, é o porteiro, é o faxineiro. A gente convive com isso todo dia. Os próprios empregados de condomínio moram na Avenida das Américas lá pra baixo, e eu acho que essa diferença não mudou nada e eu acho que nem muda."

    Acredito que documentário quer que pensemos de forma crítica todas essas diferenças apresentadas. Isso é somente uma amostra da realidade que não se pode negar, mas que se aceitarmos, fica impossível mudar. Compreendo que é difícil não se tornar pessimista como a Dayse, na verdade, na situação dela fica muito fácil aceitar que nada vá mudar um dia; mas uma das coisas mais bacanas que fica do 3 Américas, é a última fala do morador Nielson, representante da "plebe", que nos diz indiretamente para não perdermos as esperanças:

"Quando você as vezes pensa que está tudo perdido, uma luz se acende lá no final pra você, te mostrando um caminho. E é com essa fé que eu vou levando o meu dia-a-dia..."

   Para mim, essa fala não é a ideal, na verdade é até um pensamento que aprisiona, que de certa forma acomoda, a gente não pode aceitar, pois a situação do país, do mundo, não deveria contar com a fé. Na verdade, não acredito que nada disso tenha a ver com Deus, mas é o que temos, é o que resta à maioria da população mundial, e espero que essa fé sirva como força motriz para a criação de pensamento crítico e consequentemente ações que mudem um dia essa realidade, que infelizmente não é só Americana.




Assistam a seguir o 3 Américas e tirem suas conclusões!




Pedagogicamente podemos trabalhar...

Com este documentário é possível trabalhar, através de projetos, seminários e mesa-redonda, principalmente com as disciplinas de História e Geografia, uma vez que tem temas abordados são pertinentes a estas disciplinas, como o capitalismo, diferenças socioeconômicas  consumismo, alienação cultural... Sendo possível também trabalhar a disciplina Português, com a interpretação e produção textual, abordando por exemplo, o tema pessimismo x otimismo em relação a situação do país, usando a fala dos personagens Dayse (pessimista) e Nielson (otimista) e o porque de cada um pensar de determinada forma.