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sábado, 21 de dezembro de 2013

Quem disse que os pequenos não entendem de arte?!



    Na última semana de aula com a minha turminha, já com o coração apertado prevendo as emoções que estavam por vir nas festividades e despedidas do ano letivo, recebi uma cartinha de Thaís Orsino, mãe de Leandro (aluno da minha turma - EI 31, Maternal II) do EDI Renan de Souza Leal no ano de 2013) sobre as impressões que ela teve sobre o desenvolvimento de seu filho em relação ao projeto "Fazendo Arte com Tarsila", que trabalhamos esse ano com as crianças sobre as obras de Tarsila do Amaral. E ao ler em voz alta pra minhas agentes, Telma e Andrea, nos emocionamos juntas... Sabe aquela sensação de dever cumprido? Sabe aquela sensação de que estamos no caminho certo? Sabe quando as energias e esperanças se renovam para mais mil anos de trabalho? Sabe, sentir alegria e realização? Pois é, foi desse jeito que ficamos após lermos o relato da Thaís...

    E foi por acreditarmos que a Arte é fundamental em nossas vidas, que a Arte deve e precisa estar em sala de aula, que a Arte é sim um caminho cheio de positividades e conhecimento, e que para fazer/apreciar Arte não há idade precisa, decidimos compartilhar esse relato com o mundo. Segue abaixo as palavras com as quais Thaís nos presenteou:


Leandro, na nossa releitura da obra "O Vendedor de Frutas", de Tarsila do Amaral.

    Certo dia, assistindo TV com meu filho, passou um comercial que falava sobre Tarsila do Amaral. Sem prestar atenção ao comercial, meu filho insistiu para que eu assistisse e chegando ao fim do anúncio apareceu uma foto da Tarsila e sem nem pensar ele logo disse: "Mãe, aquela é a Tarsila do Amaral! Lá na escola a Tia Érica faz um montão de desenhos dela pra gente pintar!" - Achei incrível o meu pequeno reconhecer a autora de grandes obras.


Leandro, em sala de aula, durante as atividades do
Projeto "Fazendo Arte com Tarsila"
  
    Em uma outra ocasião a tia dele estava estudando e ele pegou um dos livros dela para olhar as figuras e de cara ele reconheceu uma e perguntou: "Tia, você sabe que desenho é esse?" e a Tia disse: "Leandro, eu não sei não. Pergunta a tua mãe.", ele levantou com o livro nas mãos e falou indignado: "Tia tu é burra? Esse é o Abaporu da Tarsila do Amaral, não sabe não?!", a Tia riu e logo me chamou e perguntou como ele sabia o nome e quem fez aquele desenho. Eu disse que na escola do leandro tinha um projeto de Artes falando sobre as obras da Tarsila do Amaral e a Tia dele achou muito legal.




    Isso é mais uma das provas de que vale a pena investir no conhecimento dos pequeninos e que esse investimento terá sim retorno, e por sinal bem positivos.

   Agradeço a predisposição da Professora Érica e de suas agentes, pois não é em qualquer lugar que encontramos pessoas que ainda acreditam no valor da arte e no que ela pode oferecer para o futuro dessas crianças.

   Parabéns pelo grande trabalho que fizeram!

domingo, 17 de junho de 2012

Exposição “A Terra vista do Céu"






   Ontem, mais ou menos umas 22h, passando pela Cinelândia - Centro do Rio de Janeiro, pude apreciar uma linda exposição de fotos a céu aberto.

   Trata-se da Exposição  “A Terra vista do Céu” do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, que chega pela primeira vez ao Brasil.

   O meio ambiente visto por um ângulo diferente. Esse é o foco da exposição, que através de 130 imagens de grandes dimensões, com fotos de 2 metros por 1,40 metro, revelando novos ângulos e perspectivas de diferentes cidades e da natureza, convida o público do Rio de Janeiro a admirar a beleza e pensar sobre a fragilidade do nosso Planeta, propondo uma reflexão sobre sua evolução 20 anos após a realização da “Eco 92”, que desencadeou o trabalho do fotógrafo.


“Quando comecei a publicar minhas fotos em 2000, nenhum museu queria expor meu trabalho, então resolvi utilizar a rua. É importante de fazer uma exposição gratuita para que todo tipo de pessoa possa ver. Eu sou muito utópico, somos todos nós que teremos que mudar o mundo. Temos que aprender a viver e reconhecer o impacto do homem sobre a Terra” - Yann Arthus-Bertrand 


  Yann acredita que o importante é transmitir emoção e sensibilidade através de um olhar diferenciado que o fotógrafo pretende revelar em seu trabalho. “A Eco92 levantou a questão do desenvolvimento sustentável e eu quis levar a arte para as ruas. Não me interesso pela técnica, é como se perguntasse ao pintor qual pincel ele pinta. Para mim, o importante é o olho. Descobri a fotografia aérea quando pilotava balões para viver. A fotografia aérea mostra a visão de um território e ajuda a explicar o mundo. Faço por curiosidade porque quero entender o mundo em que vivemos”.

   Às vésperas do evento “Rio+20”, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a exposição funcionou como um prelúdio da cidade ao evento, contribuindo de forma lúdica e crítica para o debate de temas tão fundamentais.

   O projeto também realiza uma grande ação de educação ambiental envolvendo escolas da rede municipal, além de exibições populares do documentário “Home – Nosso planeta, nossa casa”.

  O inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da exposição "A Terra vista do Céu" será realizado pela Voltalia Energia do Brasil. As emissões relativas ao evento serão compensadas através de um projeto de restauração florestal na bacia hidrográfica do rio São João, no âmbito do projeto "Corredores Florestais" da Associação Mico Leão Dourado.



   Segundo Yann, "A Terra Vista do Céu" tem o objetivo de mostrar a beleza e a fragilidade do planeta Terra propondo uma reflexão sobre a evolução da Terra nas últimas duas décadas.

  Impressionante! Esse é o meu adjetivo para a exposição. Super recomendo, aos que puderem, fazer uma visita à essa exposição a céu aberto. Primeiro pelo espaço, que está super organizado e em harmonia com a Cinelândia (eu achei que combinou demais!). E depois, são fotos belíssimas e surpreendentes, de inúmeras partes do mundo, que por muitas vezes nos fazem duvidar de sua veracidade: Ora o sentimento é de admiração, tamanha beleza das formas e cores nas imagens; ora o sentimento é de reflexão e contestação mesmo mediante as informações implícitas nas imagens... Vá e faça suas próprias reflexões!






Abaixo um pequeno vislumbre do que você pode encontrar por lá!

CORAÇÃO DE VOH EM 1990, NOVA CALEDÔNIA, FRANÇA

PAISAGEM PANTANOSA DO PARQUE NACIONAL DE COSTA OESTE, REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL

BANCOS DE AREIA NO LITORAL DA ILHA DE WHITSUNDAY, QUEENSLAND, AUSTRÁLIA

BARCOS PRESOS NOS JACINTOS-DE-ÁGUA NO NILO, EGITO

FARDOS DE ALGODÃO, THONAKAHA, REGIÃO DE KORHOGO, COSTA DO MARFIM

CASA INUNDADA NO SUL DE DACCA, BANGLADESH

ANTENAS PARABÓLICAS NOS TELHADOS DE ALEP, SÍRIA

TAPETES DE MARRAKESH, MARROCOS

ICEBERG ERODIDO NO FIORDE DE UNARTOQ, GROENLÂNDIA

BALEIA AO LARGO DA PENÍNSULA DE VALDÉS, ARGENTINA

O CORCOVADO NO ALTO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, BRASIL



►Visitas Guiadas:
  • Segunda a sexta - 10h às 11h | 13h às 14h | 15h às 16h | 17h30min às 18h30min
  • Sábados e domingos - 11 às 12h | 15h às 16h

►Horário da exposição:
  • O horário do Centro de Visitantes e dos monitores é de 9h às 19h em dias úteis e de 10h às 18h aos finais de semana.
  • A iluminação dos expositores ficará acesa diariamente até às 23h.

►Fontes:

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Art Scan de Marcelo Camelo: Inusitada, simples e bela

A Art Scan de Marcelo Camelo


"...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?

..."
Tabacaria, Álvaro de Campos



    ♪ ♫ "Pois é..." ♫♪ "Neste momento/Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios" pelo mundo, mas como apenas alguns poucos tem o privilégio (sorte ou destino?!) de por em prática e ou de ter reconhecidas suas aspirações, essa postagem vem mostrar algo que achou olhos de gente, ao menos os meus, para realizar-se como arte!

    Marcelo Camelo, cantor e compositor carioca, já se tornou figurinha carimbada na mídia brasileira. Se você não é fã (dele ou da magnífica e falecida banda Los Hermanos), ao menos já deve ter ouvido falar dele ou talvez ter visto sua cara barbuda por aí, na TV ou em alguma revista.

    Mas essa postagem não é para falar de sua carreira musical, isso fica para uma próxima. Estou aqui para falar de Marcelo Camelo e sua inquietude artística que vai muito além da música. Estou aqui divulgar uma experimentação dele com arte visual - uma viagem que ele anda fazendo com fotografia de scanner. O cara realmente é um artista supreendente, está sempre inovando, buscando sempre "algo mais". Depois que o Los Hermanos findou, ele já fez  Os Imprevisíveis, está no segundo álbum solo, este com uma maravilhosa parceria com a banda paulistana Hurtmold, tem um projeto super criativo chamado Orquestra YouTube (onde ele faz experimentação sonora com as possibilidades que o YouTube traz - aliás, acho que isso teve sua gênese com Os Imprevisíveis), e ainda sua Scan Art. Particularmente gostei muito desta, tanto do resultado quanto da originalidade simples da ideia, achei que tinha tudo haver com a proposta do blog e aqui estamos.

    Fiquei sabendo dessa viagem quando assisti o The Creators Project do Marcelo Camelo (em sala de aula, em um curso que faço na Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu). Para quem não sabe, o The Creators Project, criado em 2010 em parceria com A Intel e a Vice, como lá mesmo é colocado,  é "uma rede global dedicada a celebrar a criatividade, cultura e tecnologia." que tem como objetivo principal "ser um canal moderno de mídia que identifica e celebra continuamente a obra de artistas visionários onde quer que estejam. [...], e funcionar como um estúdio de criação de conteúdo". Ou seja, é uma espécie de miscelânea artística interessantíssima de tecnologia, cultura e criatividade, envolvendo todo tipo de eventos e criações do mundo inteiro: moda, música, cinema, fotografia, pintura, design, games, enfim, tem de tudo, dos artistas mais famosos aos mais desconhecidos.

    Mas como eu ia dizendo, assisti o vídeo do Marcelo e gostei muito, a maneira como foi feita o vídeo - uma entrevista bastante natural, que nos passa a sensação de que ele se sentiu bem a vontade para dizer o que pensa, desde como a tecnologia influencia em suas produções artísticas até sua opinião sobre o comportamento mercado fonográfico atual, chegando finalmente a apresentação de sua arte experimental: ele vai mostrando como desenvolve seus vídeos do YouTube e como produz as imagens com o scanner.




Em entrevista à Rolling Stone (edição 29 de fev.2009), Marcelo Camelo diz: 
"São [fotos] tiradas no scanner. Não tem nenhuma pós edição a não ser uma leve sintonia de cor, tipo esquentar um pouco ou esfriar um pouco, mas as loucuras são feitas alterando os próprios parâmetros da máquina antes de escanear e usando o vidro do scanner como tela


Imagens da entrevistadora no Creators Project do Marcelo - Ele coloca um pouco de purpurina no scanner, dá uma ajeitadinha e depois coloca o rosto dela e escaneia. A técnica é simples, diria eu intuitiva, inusitada... Pura criação. Bom mesmo de ver: Tudo muito original e belo!


     Para mim está claro que na cabeça de Marcelo Camelo a tecnologia nem de longe assusta, pelo contrário. Como ele disse, "o caminho da tecnologia é virar o instrumento facilitador.". E é exatamente assim que penso, é assim que todos deveriam pensar. A tecnologia, como muitos colocam, não está para destruir a "moral e os bons costumes", está para ajudar a humanidade a ter uma vida melhor - em todas as áreas, até mesmo nas artísticas! Se a presença da tecnologia está nos deixando cada vez mais consumistas e egoístas, devemos rever e repensar nossas relações com a própria tecnologia, com as pessoas e o mundo. Não é a tecnologia que está criando pessoas cada vez mais ambiciosas, paranoicas e isoladas. São as pessoas que usam a tecnologia para se isolar do mundo, para parecer o que não são, para enganar, para se iludir. São as pessoas que estão usando a tecnologia para usar de forma indiscriminada os recursos do meio ambiente. São as pessoas que inventaram a guerra, o sistema. São as pessoas que estão perdendo a capacidade de se relacionarem saudavelmente, e isso não tem nada haver com a tecnologia, tem haver com o rumo do comportamento humano, mas isso é outra história...



Super criativo, empolgante e viajante. 
Detalhe: tudo isso já vem desde 2008 e eu nem imaginava que estava rolando! 
Espero que também gostem e se inspirem.

Aqui você assiste: The Creators Project do Marcelo Camelo




Segue abaixo, vídeos relacionados:


Vídeo clipe viajante da banda Os Imprevisíveis
e músicas no perfil do MySpace


"Tocando Internet", Marcelo Camelo - Vídeo da Orquestra YouTube
Esse foi o que mais gostei, mas você pode encontrar outros vídeos da Orquestra YouTube no perfil do YouTube passageiro29 e informações no perfil do MySpace


Pedagogicamente podemos trabalhar...

É possível desenvolver projetos pedagógicos a partir do exemplo dessas experimentações do   Marcelo Camelo. Trabalhos coletivos ou individuais podem render ótimas feiras culturais e ou artísticas nas escolas, além de desenvolver o pensamento crítico, o olhar artístico e a capacidade de abstração nos alunos. Projetos estes que envolvam:
Criação de som -  Se possível algo que envolva identificação e captação de sons e ruídos. Podendo usar meios simples, como gravadores de celulares por exemplo, mp3, coisas do tipo para captação e um computador com algum programa que dê para editar som e imagem (com o Movie Maker já dá para criar);
Criação de imagens - Não precisa ser necessariamente com o scanner, se bem que seria ideal, mas pode ser usada também a própria fotografia comum e ser feita intervenções nela, com programas de edição de imagem (como Photoshop por exemplo). Mas acho que seria mais criativo e divertido usar materiais "por cima da foto". Poderiam ser usados diferentes materiais para a criação. Tendo criatividade na ideia, o resto é simples: com tinta, cola colorida, recorte e colagem, papel crepom, papel laminado, purpurina, enfim, tudo é possível;
Debates e seminários sobre a utilização da tecnologia e seu papel na sociedade também cabem aqui. Ou até mesmo discutir se é válido usar a tecnologia para produzir  Arte. Aliás, podem surgir questionamentos bastante válidos, tais como: Qual o papel da tecnologia na sociedade? Estamos usando a tecnologia de maneira benéfica ou maléfica? O que é Arte? É possível fazer Arte usando tecnologia? E por aí vai.

    As temáticas são claramente interdisciplinares: experimentação com música e artes plásticas e visuais, podendo esse projeto passar por disciplinas como a Informática Educativa, Português, Música, Educação Artística, História, ou seja, é possível mobilizar uma escola inteira se quiser. O fato é que o compromisso e a criatividade é fundamental em projetos que trabalham com experimentação, o estímulo desta principalmente. E como primeiro passo para esse estímulo, para entrar no clima, é uma ótima pedida passar o vídeo do Creators Project do Marcelo Camelo para a turma assistir. E como culminância do projeto não há nada melhor para sugerir do que uma feira cultural.
      Para mostrar que é possível, aviso que já tem gente usando a experimentação de Marcelo Camelo, a partir da exibição do vídeo dele, uma turma da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu (não é porque sou aluna de lá não, mas essa escola possui uma das melhores propostas pedagógicas que conheço - em breve farei uma postagem sobre isso!) fez uma aula de "Art Scanner". O resultado foi ótimo e se quiser conferir é só acessar  Ideia na caixola.                  
        Aqui fica minha sugestão. Espero que aconteçam bons resultados.



►Um pouco mais de links:

Entrevista com Marcelo Camelo para a Rolling Stone em abril de 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Art Project: Arte para todos

Esta é a página inicial, o menu onde você pode escolher o museu  que irá visitar.
uanto à imagem de fundo, muda de acordo com o museu que você selecionar. Neste caso, trata-se de um detalhe da obra The Nightwatch, de Rembrandt Harmensz. van Rijn, do Rijksmuseum, Amsterdan.
   Hoje pela manhã resolvi fazer uma visita à França, fui conhecer o Palácio de Versalhes. Construido a partir de 1664 pelo Rei Luiz XIV, o "Rei Sol", foi considerado modelo de residencia real por mais de um século e ainda hoje é considerado um dos maiores do mundo.

   Pois bem, fui lá e voltei. Além de entrar no Palácio de Versalhes, ainda pude apreciar as variadas obras de arte expostas lá. E tudo isso, sem sair de casa. Na próxima semana já decidi, irei a Nova Iorque visitar o MoMA (Museu de Arte Moderna). Essa viagem artística, por assim dizer, só foi possível graças ao recente projeto da Google inaugurado em fevereiro de 2011: o Art Project, que já conta com um "acervo" de mais de 1.000 obras, de mais de 400 artistas, em 17 museus de diferentes localidades do mundo.

   Quando eu soube deste projeto, eu "pirei". É um projeto maravilhoso não só para fins educativos (pois neste aspecto é indiscutível, ainda mais para os profissionais de Informática Educativa e Pedagogia, assim como eu!), mas para toda humanidade - acesso irrestrito e armazenamento de conhecimento e informação.   Imaginem só: eu, você e qualquer um que tenha acesso à Internet tem oportunidade igual de visitar por exemplo, a Galeria Nacional em Londres (Inglaterra) ou o Museu Reina Sofia em Madrid (Espanha) e conhecer, literalmente, detalhes sobre as obras e o espaço físico desses lugares. Quando digo literalmente, me refiro às imagens a que temos acesso. O Google investiu alto neste projeto e usou uma tecnologia de captura de imagens com uma resolução de 7 bilhões de pixels (uma qualidade de imagem mil vezes superior à de câmeras digitais convencionais), o que nos possibilita ver a obra  do macro ao micro com apenas alguns cliques - do todo (a obra "inteira", no seu local) aos detalhes da textura, coloração e traço. 
    As imagens são acompanhadas de textos explicativos e comentários de especialistas, em arte em vídeos do YouTube, com mais ou menos uns três minutos de duração. 

Marie-Antoinette de Lorraine-Habsbourg, reine de France et ses enfants
1787, Louise Elisabeth Vigée-Lebrun
Aproximando a imagem, você pode visualizar detalhadamente a obra.

Detalhes do rosto de Marie-Antoinette e da criança em seu colo.

Aqui, a imagem de Marie-Antoinette de Lorraine-Habsbourg, reine de France et ses enfants e suas informações, tais como: autor, data, material usado, tamanho e sua localização (Mars Salon)


     Não é possível salvar as imagens, mas pode-se resolver isso com um simples Print Screen você pode ter uma obra dessas no seu computador. Eu mesma "printei" essa obra abaixo e coloquei no meu computador como papel de parede. A qualidade da imagem é realmente muito boa. Ficou belíssimo!

Mars sur son char tiré par des loups
1673,Claude II Audran



 
Você pode utilizar o "zoom" e ver cada pedacinho da obra.
Passa do "macro" ao "micro" em segundos.
 Usando o mouse, você direciona a parte da obra que quer ver mais de perto, 
regulando o "zoom" na ferramenta na parte superior da tela.
 Na parte inferior da tela, uma miniatura da obra, onde você pode visualizar a pedaço da obra que você aproximou (a parte acesa) e também regular o "zoom".




   Sem contar que as salas foram fotografadas em 360° (parecido com o street-view), o que dá a sensação de estarmos caminhando virtualmente naquele lugar, você pode se aproximar das obras, ver por exemplo, os detalhes do teto ou do piso e escolher para que direção continua sua visita. Pois além das obras em si, podemos visitar as instalações do museu. 

The Apollo Salon,  Palacio de Versailles

The Hall of Mirrors,  Palacio de Versailles

The Peace Salon,  Palacio de Versailles



   Ao lado da imagem da sala que você está visitando, tem um "mapinha" que te situa, com informações sobre o local - a sala que estiver na cor amarela é a que você está, querendo ir a outra sala é só clicar nela que você estará lá num segundo.

The War Salon, Palacio de Versailles

As setas no "chão" indicam as direções que você pode tomar.
Ao lado da imagem, informações sobre o local e sua localização no 
Palácio de Versallhes indicada pelo "quadrado amarelo".

Uma das paredes da The War Salon vista mais de perto.


Mars Salon,  Palacio de Versailles

Onde aparecer sinais positivos ( + ), passamos o mouse e aparece informações sobre a obra.
Olhando na direção esquerda, na parte superior, você verá uma bússola para se orientar na "caminhada".

 Teto da Mars Salon,  Palacio de Versailles

   Bem, fico por aqui. Espero que o Art Project seja bastante difundido e utilizado. Que as pessoas gastem mais o seu tempo em frente ao computador com sites como este e deem menos audiência para o fútil - fofocas e vídeos idiotas. Esta é uma oportunidade única, aliás um projeto único que tem grandes chances de ser ampliado. Já pensaram o mundo, literalmente, em sua casa?! Conhecermos as variadas culturas e conhecimentos?! Mais ainda do que já temos ao nosso alcance? A Internet está aí e não dá para imaginar o que ainda mais pode acontecer, mas espero que mais iniciativas como esta da Google apareçam cada vez mais.

Agora, corra! Acesse o Art Project
Qual museu você visitará primeiro?!

► Assista ainda os vídeos abaixo sobre o projeto: 

Making Of do Art Project

Um guia de visitas do Art Project (uma espécie de tutorial)


Pedagogicamente podemos trabalhar...

Bem, acho que aqui é fácil, não tem muito mistério... Podemos trabalhar isoladamente ou interdisciplinarmente com a Informática Educativa, com Português, Geografia, História e Educação Artística obviamente. Podendo ser abordado, entre outras coisas, em:

Informática Educativa: Como usar o Art Project; pesquisar a história de determinado museu, obra ou artista; repensar e "reproduzir" a obra a partir de uma interpretação própria usando programas de edição de imagem;
Português: Interpretação de imagens de forma verbal e escrita; elaborar biografia de determinado artista;
Geografia: Trabalhar as características dos países em que se encontram os museus, possíveis características geológicas e climáticas que podem aparecer em determinadas obras;
História: Contextualização das obras, artistas e locações (museus) com períodos e fatos históricos; fazer um paralelo com a História Antiga e Contemporânea; 
Educação Artística: Analisar obras de diferentes artistas (técnicas utilizadas, interpretação, entre outros); contextualizá-los com movimentos artísticos.